Opiniões divergem ao investir
Marcelo AlmeidaRonaldo da Silva Araújo, Adalberto Klotz, José Bueno Perucci e Fernando Carvalho Machado: de olho nas oscilações do mercado de ações, adotam táticas diferentes na hora de aplicar altas quantias de dinheiroFrequentadores de
corretora se dividem
entre grafistas e
fundamentalistas
A partir da próxima quarta-feira, estréia da Seleção Brasileira na Copa, os olhos dos investidores vão estar divididos entre os quadros numéricos com as principais ações e o placar dos jogos do Brasil. ‘‘Quando a partida estiver fraca, nos concentramos na Bolsa e vice-versa’’, brinca José Bueno Perucci.
Para aliviar o clima de tensão que geralmente acompanha a rotina das corretoras e bolsas de valores, os investidores também têm momentos de descontração. ‘‘A gente também se diverte, batendo papo sobre futebol e mulheres, contando piadas e participando de debates filosóficos’’, comenta Ronaldo da Silva Araújo.
Ele e os colegas investidores Adalberto Klotz, José Bueno Perucci e Fernando Carvalho Machado se conheceram na sala da corretora de câmbio e valores Aureum, em Curitiba, e passam o dia observando as ações e fazendo operações. ‘‘Muitas vezes, compramos e vendemos ações entre nós’’, conta Adalberto Klotz.
Ele observa que cada investidor tem a sua estratégia particular, e é isso que movimenta o mercado. ‘‘As decisões nunca são unânimes. Se todo mundo fosse convergente, não haveria mercado’’, explica.
Na hora de avaliar suas decisões, os frequentadores da corretora se dividem entre grafistas e fundamentalistas. ‘‘Sempre procuro avaliar o balanço da empresa, os produtos que ela comercializa e os seus concorrentes antes de comprar ou vender as ações’’, comenta o fundamentalista José Bueno Perucci.
Já Fernando Machado, um grafista típico, não larga o caderninho de anotações e de gráficos que registram os altos e baixos das ações. ‘‘Me adaptei melhor a esse estilo. Os fundamentalistas dependem muito das notícias, e é difícil interpretá-las de maneira correta’’. (G.P.)

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