O Serviço de Obras e Pavimentação (Saop) da Prefeitura de Maringá foi obrigado a colocar ontem 30 operários no trabalho de recuperação do asfalto de algumas avenidas, aproveitando a estiagem depois de cinco dias de chuvas. A situação, mesmo sem chuva, já é crítica em várias vias de ligação entre o centro e os bairros mais populosos.
Somente ontem, os operários aplicaram 20 toneladas de massa asfáltica quente, que oferece mais resistência que o tapa-buracos com a massa fria. ‘‘Estamos tapando 1,5 milhão de metros quadrados de buracos, mas se chover de novo o trabalho fica comprometido’’, disse o presidente do Saop, Ivo Barros.
A primeira avenida a receber o tapa-buracos foi a Nildo Ribeiro da Rocha, mas existem outras até mais importantes que estão sendo trabalhadas. Entre as citadas por Barros estão as avenidas Prudente de Moraes, Humaitá, Cerro Azul, Carlos Borges, Demétrio Ribeiro e algumas ruas do centro e dos conjuntos Cidade Alta e Ney Braga. ‘‘A maioria está inscrita em projetos de recape, mas precisamos de dinheiro para o serviço’’, informou Barros. O orçamento, já entregue ao governo estadual, é de R$ 5 milhões.
O problema de boa parte das avenidas de Maringá, explica Barros, é que o piso foi dimensionado para receber um fluxo de veículos leves e médios. Como a carga está acima da suportada pela pavimentação, a única saída seria refazer a base e aplicar um recape. ‘‘Os moradores reclamam bastante da situação das ruas, mas é preciso ter paciência e aguardar a liberação de recursos’’, disse. O serviço de tapa-buracos, sem muita chuva, suporta pelo menos seis meses de tráfego normal.Marcos NegriniO excesso de chuvas prejudicou ainda mais as áreas já afetadas pelo trânsito em MaringáMarcos Zanatta

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