Com a autorização para licitar a contratação de uma empreiteira para concluir as obras da Santa Casa, a direção do hospital terá um novo problema para resolver: o que fazer com os 12 operários da construção civil que ainda fazem parte da folha de pagamento da entidade? Eles consomem cerca de R$ 5 mil por mês e, mesmo com a paralisação das obras há dois anos, não foram demitidos porque a Santa Casa não tem dinheiro para fazer os acertos trabalhistas.
Além disso, o hospital sempre viveu com a promessa de que os recursos poderiam ser liberados a qualquer momento. ‘‘Teremos que resolver esse impasse’’, disse o presidente da Santa Casa, Dilmar Daleffe. Uma das idéias é tentar convencer a construtora que vencer a licitação a contratar os 12 operários. ‘‘A própria empreiteira pode ter interesse porque são pedreiros que já trabalharam vários anos no local e sabem o que precisa ser feito’’.
Sem poder demitir os 12 pedreiros, a direção da Santa Casa virou nos últimos anos uma espécie de ‘‘empreiteira’’ e passou a emprestar os operários. Como não tinham o que fazer no hospital, eles são liberados para outros serviços. O construtor faz o pagamento, então, para a Santa Casa, que repassa o salário aos operários. ‘‘Foi a forma que encontramos para amenizar o prejuízo’’, explica Daleffe. Nem sempre, no entanto, é possível arrumar serviço aos pedreiros, que ficam nas obras com os braços cruzados.

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