Operários interrompem obra no HZN
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terça-feira, 09 de outubro de 2007
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Cerca de 79 operários que trabalham na ampliação do Hospital da Zona Norte (HZN), em Londrina, interromperam as obras por falta de pagamento mais uma vez. Depois de passar vários meses enfrentando atrasos nos salários, eles denunciam que estão há 40 dias sem receber. A empresa responsável pela execução da obra é a CTO (Construtora Técnica de Obras Civis Ltda), de Astorga, que terceirizou a contratação de mão-de-obra para a construtora Crup, da mesma cidade.
''A gente tem que se virar, pegando um pouco emprestado, comprando picado, para ir sustentando a família. Faz oito meses que é desse jeito'', relatou um dos operários, acrescentando que os trabalhos estão interrompidos desde a quinta-feira passada. O ex-vice-presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), Altair Fava, foi demitido por justa causa depois de dar entrevista à FOLHA em julho.
À época, os trabalhos foram paralisados por um dia em protesto contra os sucessivos atrasos de pagamento. Iniciada há um ano, a obra que vai dobrar a capacidade do hospital deveria ter sido concluída três meses atrás. ''Ano que vem tem eleição, então até lá não acaba'', comentou outro operário. A obra está orçada em R$ 6,4 milhões.
''Uma empresa de material de construção já levou uma pá carregadeira penhorada por falta de pagamento. Também já foram levados um caminhão e um andaime pelo mesmo motivo. Cortaram até a energia elétrica da obra. Como é que essa empresa ganha outras licitações no Estado?'', questionou o taxista Antônio Pereira da Silva, que vem acompanhando de perto o problema.
Extra-oficialmente, a informação que corria no canteiro de obras era de que os pagamentos seriam regularizados hoje. A administração da Crup não quis se pronunciar. O chefe da Secretaria do Estado de Obras, Valmir Mattos, estava em Curitiba ontem e não foi possível contatá-lo pelo telefone celular. (Colaborou Vanessa Navarro)


