Operários do 'Gaijin 2' cobram pagamento
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segunda-feira, 27 de maio de 2002
Francelino FrançaReportagem Local 
Dezenas de operários da construção civil contratados para trabalhar na cidade cenográfica do filme Gaijin 2, de Tizuka Yamasaki, se concentraram na manhã de ontem em frente à base de produção do filme, na Avenida Higienópolis, área central de Londrina. A reclamação dos operários se referia aos atrasos no pagamento da recisão de contrato que, segundo os trabalhadores, foi adiado mais uma vez.
Tem gente que está esperando o acerto há mais de 30 dias. Marcaram para hoje (ontem) e nada de nos pagar, reclamou o carpinteiro Sebastião Elerias dos Santos. Pelo que foi registrado na carteira do operário pelo período de três meses e cinco dias, ainda não foram acertados o aviso prévio, férias, 13º salário e vale-compra. A maioria vai receber mais de R$ 1 mil. Muitos procuraram o Ministério do Trabalho ou o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil para fazer os cálculos dos valores a receber.
Desde que começou a produção do filme Gaijin 2 foram montadas três bases em Londrina: na Avenida Higienópolis, onde se encontra o material cenográfico do filme; o escritório localizado no primeiro piso do Shopping Royal Plaza; e os escritórios no edifício Twin Towers, na Avenida Tiradentes. As bases do Shopping Royal Plaza e Twin Towers serão desativadas. O atendimento ao público será restrito ao galpão da Higienópolis, 1849.
O encarregado do departamento financeiro Ariosto Silva fará o pagamento aos ex-funcionários. A produção não vai embora de Londrina enquanto tudo não for acertado. Estamos devolvendo material emprestado para a cenografia. A possibilidade de não pagar as pessoas não existe. O dinheiro para o pagamento existe e ainda não está liberado., garantiu Izabel Gouveia, da direção de arte, que atendeu a equipe da Folha.
Segundo explicou a diretora Tizuka Yamasaki, na entrevista coletiva na semana passada, existem ainda algumas pendências financeiras que serão acertadas. Em relação ao pagamento dos trabalhadores, a assessoria de imprensa informou que os salários dos trabalhadores estão em dia, restando apenas o 13º e férias proporcionais. Esse restante será pago no próximo dia três de junho, garantiu a assessoria.
O secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Valdir de Oliveira, afirmou que foram contratados cerca de 100 pessoas para trabalhar na cidade cenográfica, na Fazenda Santa Helena, como carpinteiros, pedreiros e serventes. Cerca de 30% dos operários contratados ajuizaram ação trabalhista reivindicando verba rescisória. A câmara conciliatória prévia já fez um acordo com esses operários e a produção do filme, informou Oliveira. Para quem entrou com ação, o pagamento será feito no Sindicato da Construção Civil, no próximo dia 31 de maio.


