Operário perdeu três dedos
Operário perdeu três dedos
Um dos casos não tabulados da triste estatística é de Paulo Sérgio Malko, 23 anos. Desde fevereiro ele vinha trabalhando, em regime temporário na Metalúrgica Angelin Ltda, na Cidade Industrial de Curitiba, através da Ponto de Apoio Recursos Humanos. No dia 3 de março, ela perdeu três dedos da mão esquerda em uma prensa industrial. Não sei exatamente o que ocorreu, quando vi o equipamento, sem mais nem menos, desceu sobre minha mão.
Ele acusa a empresa de tê-lo atendido mal no momento do acidente, além de não ter lhe dado o treinamento necessário para operar a prensa com segurança. Me acidentei no terceiro dia em que tinha sido designado para a função. Simplesmente me levaram até o hospital. Depois fui operado tive que voltar para casa a pé, já que nem dinheiro para condução me deram.
O gerente da Ponto de Apoio, Pedro Roberto Augusto, diz que toda a assistência foi prestada, mas como não sabiam quando o funcionário receberia alta não tiveram como designar alguém para esperá-lo quando saísse do hospital, justifica. Já o advogado da Angelin, Rafael Costa Contador, argumenta que todos os procedimentos de segurança previstos em lei são cumpridos por seu cliente.
O caso está sendo acompanhado pelo Sindicato dos Metalúrgicos e pela Delegacia Regional do Trabalho. O chefe de Higiene e Segurança do Trabalho da DRT, Sérgio Silveira de Barros, fala que a prensa ficou interditada por 15 dias, sendo liberada posteriormente, após a colocação de dispositivos de segurança (botoeiras). Indagado do porquê a empresa não ter tomado estas providências antes do acidente, o advogado argumentou que as máquinas são de última geração e que problemas como esse nunca haviam ocorrido. Foi uma fatalidade, ocasionada pela desatenção dele (Malko), diz Contador.
Barros adianta que já foi dado entrada em uma ação reparatória por danos físicos e morais.





