Operário morre soterrado na fábrica
James Alberti
O operário João Natel, 34 anos, morreu ontem soterrado durante a construção de um buraco dentro de um barracão da empresa Lufer Indústria Mecâmica Ltda, de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O acidente aconteceu às 14h40, na Avenida Rui Barbosa. O operário ficou 25 minutos completamente enterrado. O Corpo de Bombeiros chegou ao local cinco minutos depois do acidente, mas somente chegou até Natel após 20 minutos de escavação.
Na momento do acidente, o operário escavava um buraco que seria usado para instalação de máquinas, segundo o relações públicas da empresa, Alisson Pazinatto. O buraco tinha cerca de quatro metros quando desabou. Conforme o tenente Giovani Schulli, do Corpo de Bombeiros de São José dos Pinhais, o operário foi soterrado por cerca de um metro de terra. A empresa proibiu o acesso de jornalistas ao local do acidente.
Apesar do quartel do Corpo de Bombeiros estar a cerca de 50 metros do barracão da empresa, os soldados demoraram cinco minutos para chegar ao local do acidente. Segundo Schulli, o acesso era difícil. Natel morreu antes que pudesse ser retirado. Um médico do Corpo de Bombeiros constatou a morte do operário às 15 horas. O corpo, no entanto, somente foi retirado 1h40 depois, por funcionários do Instituto Médico Legal (IML). A demora deve-se a espera pela chegada da Polícia Técnica e a confecção dos laudos pelos peritos.
Pazinatto classificou o incidente de fatalidade. Foi um acidente de trabalho inesperado, disse. Conforme o relações públicas, Natel era funcionário recente da Lufer e estava qualificado para fazer os serviços de escavação. Todas as ações que a empresa podia tomar, segundo Pazinatto, foram tomadas. Ele garantiu também que a Lufer prestará à família de Natel todos os auxílios determinados pela Justiça.
O relações públicas afirmou não saber as causas do acidente, que devem ser apontadas nos relatórios dos peritos da Criminalística da Polícia Civil. A certeza é que a morte de Natel muda a história da placa verde, instalada no pátio da fábrica, que anuncia os acidentes ocorridos na empresa. Estamos há 151 dias sem acidentes, afirmava o letreiro ontem. Hoje, porém, os números devem estar diferentes.O Corpo de Bombeiros, embora fique na frente da empresa, demorou cinco minutos para atender a ocorrência. O trabalhador já estava morto
Albari RosaInterditadoA Lufer Indústria Mecânica não permitiu a entrada de jornalistas até o local do soterramento do operário





