Operário mata filha e se suicida
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de novembro de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O operário Mirton José Medeiro, de 34 anos, se suicidou ontem depois de matar a sua filha Daniele, de 15 anos. O crime aconteceu na Colônia Rio Grande, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Medeiro estava sendo investigado desde setembro por abuso sexual contra Daniele, com quem teria dois filhos. Daniele relatou ao Conselho Tutelar que mantinha relações sexuais com o pai desde os 10 anos. Ela seria obrigada por ele a manter silêncio. Segundo a polícia, Medeiro também atirou em Gabriele, que seria filha dele com Daniele. A menina, de um ano e cinco meses, está internada em estado grave no Hospital Cajuru.
A história foi descoberta quando Daniele engravidou pela segunda vez. Na primeira vez, ela disse que teria sido estuprada por um desconhecido. Quando tentou contar a mesma história novamente, o Conselho Tutelar desconfiou. ''Não poderia ter ocorrido o mesmo por duas vezes. Foi aí que as conselheiras resolveram investigar e descobriram o que estava acontecendo. A menina foi levada para um abrigo, para longe do pai, até que fossem realizados todos os exames'', disse o delegado Douglas Vieira, que comandou a investigação.
Um dia antes do assassinato, o pai ligou para Daniele dizendo que estava com saudades e precisava vê-la com a menina Gabriele. Segundo a polícia, ao chegar lá, Daniele que teve um segundo filho há dez dias foi brutalmente assassinada pelo pai. Nervoso, ele também teria atirado na cabeça de Gabriele e depois se matou. O crime foi cometido na manhã de ontem. Um outro filho do casal que sobreviveu permanece internado numa incubadora num hospital de São José dos Pinhais.
Todos os familiares que foram depor ontem negaram ter conhecimento de qualquer relacionamento sexual entre os dois. A mãe de Daniele morreu no último dia 21 de setembro.
Preventiva Este foi o segundo caso de homicídio ocorrido em menos de 72 horas em São José dos Pinhais. O outro foi no sábado. Ontem foi decretada a prisão preventiva de Jeferson Ermelino dos Santos, 21 anos, conhecido como ''Dé'', e que teria matado três pessoas depois de uma briga de bar no Jardim Alegria. A polícia diz que a chacina foi cometida por ciúmes. Dé está foragido e já tem outra preventiva decretada pela Justiça de Maringá, onde é acusado de tentativa de homicídio e tortura.


