Apesar da falta de funcionários, os juizados especiais têm conseguido cumprir um de seus principais objetivos, que é agilizar os processos judiciais. Para quem espera o resultado da ação, porém, o tempo de espera parece longo. ''Eu comecei a providenciar a papelada em meados de agosto do ano passado e entramos com o processo em novembro. O dinheiro saiu no dia 10 do mês passado. Em se tratando da justiça brasileira, até que foi razoável, mas a minha expectativa era que tudo estivesse resolvido em três, quatro meses'', afirma o operário da construção civil Carlos Aparecido Correia, que há quatro anos perdeu seu filho único, vítima de atropelamento.
O valor da indenização a que a família tinha direito, na época, era 40 salários mínimos, mas ficaram faltando R$ 1,3 mil, que Correia só recebeu agora, ao entrar na justiça. Para a advogada Thaísa Cristina Cantoni Manhas, se comparados à justiça comum, os juizados especiais são bem mais ágeis. ''O tempo médio para as audiências conciliatórias, por exemplo, é de três meses, quando na justiça comum pode chegar a sete meses, dependendo do cartório'', diz a advogada.
Segundo Thaísa o escritório da família tem aproximadamente 700 ações no Juizado Especial, a maioria referente a diferenças no pagamento de seguro obrigatório, que só são liberadas pelas seguradoras mediante processo. (S.L.)

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