Operário diz que atirou para defender a família
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segunda-feira, 23 de junho de 2003
Fernanda BressanReportagem Local 
O operador de máquinas Augusto Tobias de Oliveira, 46 anos, prestou depoimento ontem ao delegado da Força-tarefa, Márcio Vinícius Amaro. Foi na casa dele, no Jardim Santa Fé (zona leste de Londrina), no dia 19, que aconteceu o tiroteio que deixou cinco pessoas feridas. Ele é pai de Sara, namorada de Anderson da Silva, o ''Bangalô'', detido desde a ocorrência.
Oliveira confessou que atirou no sobrinho Emerson Ramos, conhecido como ''Gum'', para defender sua família. Segundo Oliveira, um menino identificado como ''Branco'' disse que Gum estava reunindo um grupo para invadir a casa dele e matar Bangalô. Oliveira relatou que quando chegou em casa havia oito pessoas armadas atirando. Sua filha estava embaixo de uma cama, Luis Carlos de Souza e Silva, tio de Bangalô, debaixo de outra e já ferido no pé, e Silva escondido atrás de um degrau, também ferido. Ele garantiu que nenhum dos três estava armado.
Nesse momento, Oliveira disse que tomou a arma de um dos envolvidos, o menor T.R.J., e disparou para assustar os invasores. Eles saíram correndo mas, afirmou, Gum chegou e deu dois tiros na direção dele. ''Eu pedi pelo amor de Deus para que ele não atirasse. Como vi que não tinha jeito, eu atirei'', declarou.
Oliveira afirmou que Gum já feriu um genhro e um irmão. ''Agora ele veio matar meu futuro genro. O problema do Gum é que ele usa droga com bebida e fica louco'', destacou. Gum continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário e respira com o auxílio de aparelhos.


