Operário confessa estupro em Rolândia
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quarta-feira, 10 de novembro de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Rolândia O auxiliar de produção Rômulo César Bonato, 24 anos, preso na noite de segunda-feira, confessou, segundo a polícia, ter violentado sexualmente com os punhos a portadora de deficiência mental Márcia Olimpio Silva, 40. A vítima foi encontrada em estado terminal, em um terreno abandonado, sábado de manhã, na Vila Operária, em Rolândia. Três horas depois ela morreu com hemorragia interna no hospital. ''Ele negou nos primeiros depoimentos, mas decidiu contar a verdade porque percebeu que tínhamos provas materiais e testemunhais que indicavam a participação dele no crime'', relatou o delegado Walter Helmut.
O crime teria ocorrido nas primeiras horas da madrugada de sábado. Marcia teria entrado dentro de um bar e pedido para o balconista um copo de água. Segundo a polícia, Rômulo ofereceu uma dose de pinga, antes de convidar a vítima para um passeio. Os dois teriam mantido relação sexual em um terreno vazio. ''Depois disso, segundo o depoimento, ele disse que ela desmaiou'', completou o delegado. Desacordada, a vítima teve seu órgão sexual e o ânus penetrados pelo punho e o antebraço do agressor. ''O IML confirmou que um instrumento de 15 a 20 centímetros penetrou a vagina e o ânus, e que isso teria causado o processo hemorrágico'', detalhou Helmut.
Uma testemunha, de acordo com o delegado, presenciou o operário conversando com Márcia na noite do crime. ''Com base nestas informações descobrimos o nome e onde ele trabalha. Tínhamos ainda uma prova material, a roupa dele manchada de sangue''. Rômulo está preso na Delegacia de Rolândia indiciado pelos crimes de estupro, atentado violento ao pudor e homicídio qualificado. O corpo da vítima foi enterrado em Astorga, onde ela morava com a família.


