Operador não era habilitado para lidar com caldeira
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sexta-feira, 27 de outubro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
A explosão da caldeira, que matou duas pessoas em uma madeireira de Curitiba, pode ter sido causada por uso inadequado do equipamento. Ontem à tarde, técnicos do Ministério do Trabalho inspecionaram o que sobrou da caldeira e constataram que ela operava com pouca água no momento do acidente, ocorrido na tarde de quinta-feira na Indústria Índio de Laminados e Compensados Ltda. De acordo com o chefe do setor de segurança no trabalho, Sérgio de Barros, a ausência do líquido ocasionou calor excessivo, detonando a pressão do equipamento.
Os fiscais do Ministério do Trabalho também verificaram na documentação que o operador da caldeira, Paulo Parizzi, 35 anos, que morreu na explosão, não era habilitado para exercer o serviço. Barros informou que não foi encontrado o certificado de treinamento do operador. Os proprietários da madeireira foram multados em 4 mil Ufirs. Um relatório dos técnicos vai ser encaminhado ao Ministério Público para abertura de processo.
No final da tarde de ontem, foram sepultados em Curitiba os corpos das duas vítimas da explosão. Paulo Parizzi foi enterrado no Cemitério Paroquial do Umbará; e Paulo Puchapski, 64 anos, no cemitério municipal Santa Cândida.


