Leandro Taques1ª faseEstagiários passam aspirador nas páginas de jornalAs restauradoras de obras de arte Jô Penteado e Vívian Letícia Busnardo encontraram uma maneira de enriquecer o currículo universitário. Desde agosto passado, as duas prestam um serviço gratuito ao patrimônio histórico paranaense. Elas coordenam uma operação de salvamento de aproximadamente 3 mil volumes, que contam a trajetória da imprensa paranaense.
Armazenados no subsolo da Biblioteca Pública do Paraná, jornais como o Dezenove de Dezembro, que surgiu um ano depois da emancipação político-administrativa do Estado, em 1854, passam por um processo de higienização. São quatro fases de trabalho que lembram uma verdadeira intervenção cirúrgica. Os funcionários trabalham equipados com máscaras e luvas.
Leandro Taques2ª faseA capa é limpa com algodão e água deionizadaNa primeira etapa, aplica-se um aspirador de pó nas páginas dos jornais. Se houver necessidade, um bisturi é usado para remover o fungo. A segunda fase consiste na limpeza das capas com o uso de algodão e água deionizada. O aspirador de pó volta a ser usado na terceira fase para eliminar a umidade. A quarta fase de limpeza se resume à aplicação de uma borracha ralada para remover a sujeira mais resistente.
‘‘A restauração no Brasil não tem muitos anos. Os restauradores estão na segunda geração e só existem dois cursos no País’’, diz Vívian. A sócia Jô Penteado faz uma previsão nada animadora se as coleções de obras raras continuarem a ser tratadas sem o devido cuidado. ‘‘Se não houver um projeto de preservação, os acervos não vão durar muito’’, diz.
Leandro Taques3ª faseO aspirador volta a ser usado para tirar a umidadeAs coleções dos jornais paranaenses estavam num lugar impróprio na biblioteca. O subsolo é um local que concentra umidade, e é favorável ao aparecimento de fungos, que não são combatidos pelos raios solares. (D.V.)Leandro Taques4ª faseNo final, borracha ralada remove a sujeira resistente

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