Curitiba - Os dois últimos dias do ano foram de muito trabalho para os guarda-vidas que trabalham no Litoral. Só no dia 30, foram realizados 108 salvamentos, mas quatro pessoas acabaram morrendo afogadas. O caso mais trágico envolveu um menino de apenas quatro anos de idade, que caiu do trapiche no Iate Clube de Caiobá.
  O acidente aconteceu às 23h30 do dia 31. O menino e sua família preparavam-se para embarcar em uma lancha, para acompanhar a queima de fogos, quando ele caiu na água, entre o barco e o trapiche. Familiares ainda pularam na água para tentar resgatar o garoto, mas não conseguiram. O corpo do menino só foi encontrado pelos bombeiros à 1 hora. Outra morte registrada no dia 31 foi de Alexandre de Souza Prado, de 24 anos, que se afogou próximo à praia central de Guaratuba no dia 31.
  Mas foi no sábado, dia 30, que os bombeiros tiveram mais trabalho. Segundo o tenente Leonardo Mendes dos Santos, o mar estava com ocorrências de vazantes (recuo do mar), o que gerou vários salvamentos e duas mortes. A primeira aconteceu no balneário Coroados, por volta de 14 horas. Três pessoas foram arrastadas para um buraco dentro da água. Os guarda-vidas conseguiram retirar um menino de 12 anos e Paulo Santos Lázaro, de 17 anos, morador de Curitiba, mas Sidnei dos Santos, de 19 anos, desapareceu.
  A segunda vítima foi o curitibano Alecsandro Amaral Cândido, 18 anos, que morreu na Praia de Perequê, por volta das 15 horas.
  Até ontem à tarde, os corpos de Sidnei dos Santos e de Alexandre de Souza Prado continuavam desaparecidos. Desde o início da Operação Verão foram registrados cinco afogamentos. A primeira vítima foi Ari Oliveira, de 53 anos, morador de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba, que se afogou no dia 24 de dezembro, em Caiobá.

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