Operação tenta conter drogas e violência policial em Londrina
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segunda-feira, 30 de abril de 2001
Silvana LeãoDe Londrina 
Uma reunião entre representantes da Polícia Militar (PM), Secretaria Municipal de Ação Social, Conselho Tutelar e Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi), ontem à tarde, definiu uma ação conjunta entre todos estes órgãos na tentativa de diminuir a incidência de uso de drogas entre menores em Londrina. Também foram abordadas na reunião as constantes denúncias de excesso de violência por parte dos policiais na abordagem dos adolescentes.
Segundo a secretária de Ação Social, Maria Luiza Rizotti, além das sugestões de combate ao tráfico, foi pedido ao comandante interino do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), major Manoel da Cruz Neto, que sejam destacados policiais melhor preparados sempre que houver necessidade da presença da polícia nas ações relacionadas ao menores. De acordo com a secretária, o major falou das dificuldades enfrentadas pela falta de efetivo, mas prometeu estudar a viabilidade das propostas.
Maria Luiza explicou que a Ação Social pretende realizar um trabalho mais sistemático nos mocós, no período das 18 às 20 horas. É importante que possamos contar com a retaguarda da PM para os casos em que a presença dos policiais seja necessária, mas estas são situações bastante específicas, afirmou a secretária. Segundo ela, todas as denúncias de excesso por parte da polícia como a ocorrida recentemente, quando a PM queimou roupas e pertences de menores que passam a noite no anfieatro do Zerão, na área central da cidade serão encaminhadas ao Ministério Público para apuração.
O promotor da Vara da Infância e da Juventude, Tiago Gerardi, afirmou que as denúncias serão apuradas também pelo 5º BPM e, caso fique comprovada a truculência, o policial poderá ser processado criminalmente e punido administrativamente por seu ato.
Em entrevista à Folha no final da tarde, o major Manoel da Cruz Neto não admitiu que o número de policiais comprometa os trabalhos da corporação. O comandante informou que a PM deverá se empenhar em identificar as fontes de onde saem as drogas usadas pelos menores, amenizando assim o trabalho da ação social. Ainda de acordo com o major, em hipótese alguma a PM recebe ordens para cometer excessos, mas se isso vier a ocorrer as pessoas devem ser nominadas para que os fatos sejam apurados.


