Operação Sorriso procura voluntários
Em 27 anos, a ONG Operação Sorriso, que nasceu nos Estados Unidos, já atendeu gratuitamente mais 120 mil crianças em 51 países e hoje possui 27 escritórios internacionais. O trabalho da ONG foi mostrado no final de semana, em Londrina, durante o I Programa Educativo sobre Fissura Labiopalatina que reuniu, no Anfiteatro do Hospital Universitário (HU), com a participação de mais de 250 estudantes e profissionais de várias áreas. O evento foi promovido pelo Centro de Apoio e Reabilitação dos Portadores de Fisssura Labiopalatal de Londrina e Região (Cefil), em parceria com o HU e a ONG.
Segundo o cirurgião plástico do Cefil, Álvaro Fagotti, a fissura lábiopalatal, ou lábio leporino, é uma má formação do lábio e do palato (céu da boca), relacionada principalmente ao ambiente em que a família está inserida, e o tratamento requer, no mínimo, duas cirurgias corretivas. Além da questão estética, que dificulta a socialização do portador de fissura, o comprometimento da fala requer acompanhamento multidisciplinar envolvendo fonoaudiólogos, dentistas e psicólogos, que auxiliam a recuperação do indivíduo.
A Operação Sorriso que promove mutirões de cirurgias de fissuras labiopalatinas ao redor do mundo. Conforme o coordenador de programas da ONG, Mateus Matos, a organização nasceu nos Estados Unidos, em 1982, a partir da iniciativa do cirurgião plástico William Magee e da esposa dele, a enfermeira Kathleen Magee. O casal, durante uma viagem às Filipinas, operou diversas crianças e constatou a enorme demanda existente. Por isso, eles passaram a retornar ao país todos os anos, com outros médicos voluntários.
Segundo Matos, em 1997 aconteceu o primeiro programa humanitário da ONG no Brasil, no Hospital Infantil Albert Sabin, em Fortaleza (CE). Desde então, já foram realizados 28 programas, que examinaram mais de 5,4 mil pacientes, resultando em mais 3,2 mil cirurgias.
Trabalhamos exclusivamente com voluntários e vivemos de doações de patrocinadores e de alguns governos, disse Matos, comentando que todo o equipamento cirúrgico, medicamentos e suturas vêm dos Estados Unidos e recebem isenção de impostos do governo brasileiro.
Neste encontro quisemos envolver as pessoas para serem voluntárias, além de fortalecer os voluntários locais, declarou o coordenador, contando que Londrina já conta com cinco profissionais voluntários da Operação Sorriso.
Ainda segundo Matos, estudantes e profissionais que não estão ligados à Medicina também podem participar da ONG. Cada programa conta com até 50 pessoas e além da equipe médica, treinamos voluntários para fazer fotos técnicas e preenchimento de prontuários. Também precisamos de doações de comida, remédios.
Ele citou o contínuo aprimoramento técnico dos médicos, para garantir um padrão de tratamento global, e os programas educacionais, que têm por objetivo ampliar a autossuficiência no tratamento de fissurados do mundo todo.





