Mais de 100 policiais militares foram utilizados em uma das maiores operações do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) já realizadas em Londrina, totalizando mais de 1.300 abordagens em todas as regiões da cidade. O Conselho Tutelar, em parceria com outros órgãos e entidades assistenciais, também organizou uma ação intensiva no centro da cidade, abordando 18 pessoas.
A operação da PM começou no final da tarde de anteontem e seguiu até a madrugada de ontem. Segundo o comandante da operação, major Devaldir Geraldo Amadei, além de organizar bloqueios nas principais avenidas (onde vistoriaram 990 automóveis), os soldados vistoriaram bares e intensificaram rondas nos bairros considerados mais violentos. ''O objetivo maior era fazer um trabalho ostensivo. Utilizamos 106 policiais militares e 22 viaturas, incluindo dois microônibus'', explicou Amadei.
A operação descentralizada resultou em 1.395 abordagens, duas prisões (porte de drogas e de arma) e duas apreensões de menores que foram encaminhados ao Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi). Os adultos foram encaminhados a 10 Subdivisão Policial (SDP). O trabalho desenvolvido pelos PMs é uma continuação da Operação Desarmamento, iniciada desde o ano passado, quando foram apreendidas mais de 500 armas de fogo.
O Conselho Tutelar e a Secretaria de Ação Social coordeneram, durante todo o dia, uma ação intensiva, na tentativa de identificar moradores de rua. Das 18 pessoas abordadas, 14 eram menores. De acordo com a secretária Maria Luíza Rizotti, cinco pessoas eram de outras cidades e foram levadas de volta. ''Contamos com a participação de agentes da região. Enviamos jovens e adultos para Cambé, Maringá e Bela Vista do Paraíso. Os 13 restantes foram para instituições de abrigo ou encaminhadas para a família'', comentou Maria Luíza, destacando que as ações serão realizadas com maior frequência.
As abordagens foram centralizadas nas avenidas Tiradentes, Higienópolis e Leste-Oeste. A secretária também elogiou a participação da comunidade no trabalho desenvolvido pelo grupo. ''Temos notado que a população tem ligado bastante, informando onde estão os jovens. Esperamos que a participação continue'', comentou.

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