A concentração de jovens na rua João Cândido (área central), sobretudo entre as ruas Alagoas e Espírito Santo, voltou a tirar o sono dos moradores da região no último final de semana. No trecho estão instalados o bar Casa da Cachaça e também a padaria Olímpia. Em épocas normais, o movimento no local já é grande, mas cresce muito com o vestibular. No último sábado, por exemplo, vários automóveis estacionaram em fila dupla, fechando o tráfego. Muitos deles ficaram com o som ligado em alto volume.
Segundo informações do serviço 190, da Polícia Militar, no final de semana foram registradas entre quatro e cinco reclamações da João Cândido a cada hora. A advogada Fátima Luchesi, que mora em um edifício na esquina das ruas João Cândido e Espírito Santo, diz que está há três noites sem dormir por causa do barulho. ‘‘O quarteirão inteiro ficou fechado. Até para entrar em casa tem que implorar para que eles deixem o carro passar’’, comenta. Ela conta que a confusão começa por volta de meia-noite e depois se arrasta até quase o amanhecer.
João Francisco Brandão, sócio-proprietário da Casa da Cachaça, diz que antes do vestibular enviou requerimentos tanto para a Polícia Civil quanto para Polícia Militar para que o tráfego no local fosse controlado. ‘‘Sempre quando tem algum evento deste tipo a gente pede ajuda no trânsito’’, observa. Mas no final de semana não tinha qualquer esquema especial. Apenas uma viatura da PM que acabou desviando trânsito para a rua Alagoas, já que o trânsito não fluia na João Cândido. O comerciante garante que dentro do bar é possível controlar o barulho, mas na rua não tem jeito. ‘‘Se a gente for reclamar os jovens até brigam com a gente’’, diz.
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, coronel Marino Ari Burille, confirmou que as reclamações no final de semana foram grandes e que o trabalho feito pela PM no local não foi suficiente para evitar tumulto. Por isso, garantiu o coronel, ainda ontem seria montada uma operação especial para evitar nova confusão. ‘‘Às 21 horas já estaremos lá para evitar que fechem a rua novamente’’. Segundo Burille, a operação será mantida no mínimo até quarta-feira, último dia do vestibular.

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