Operação policial tenta acabar com barulho de vestibulandos
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terça-feira, 13 de janeiro de 1998
Lúcio Horta 
A concentração de jovens na rua João Cândido (área central), sobretudo entre as ruas Alagoas e Espírito Santo, voltou a tirar o sono dos moradores da região no último final de semana. No trecho estão instalados o bar Casa da Cachaça e também a padaria Olímpia. Em épocas normais, o movimento no local já é grande, mas cresce muito com o vestibular. No último sábado, por exemplo, vários automóveis estacionaram em fila dupla, fechando o tráfego. Muitos deles ficaram com o som ligado em alto volume.
Segundo informações do serviço 190, da Polícia Militar, no final de semana foram registradas entre quatro e cinco reclamações da João Cândido a cada hora. A advogada Fátima Luchesi, que mora em um edifício na esquina das ruas João Cândido e Espírito Santo, diz que está há três noites sem dormir por causa do barulho. O quarteirão inteiro ficou fechado. Até para entrar em casa tem que implorar para que eles deixem o carro passar, comenta. Ela conta que a confusão começa por volta de meia-noite e depois se arrasta até quase o amanhecer.
João Francisco Brandão, sócio-proprietário da Casa da Cachaça, diz que antes do vestibular enviou requerimentos tanto para a Polícia Civil quanto para Polícia Militar para que o tráfego no local fosse controlado. Sempre quando tem algum evento deste tipo a gente pede ajuda no trânsito, observa. Mas no final de semana não tinha qualquer esquema especial. Apenas uma viatura da PM que acabou desviando trânsito para a rua Alagoas, já que o trânsito não fluia na João Cândido. O comerciante garante que dentro do bar é possível controlar o barulho, mas na rua não tem jeito. Se a gente for reclamar os jovens até brigam com a gente, diz.
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, coronel Marino Ari Burille, confirmou que as reclamações no final de semana foram grandes e que o trabalho feito pela PM no local não foi suficiente para evitar tumulto. Por isso, garantiu o coronel, ainda ontem seria montada uma operação especial para evitar nova confusão. Às 21 horas já estaremos lá para evitar que fechem a rua novamente. Segundo Burille, a operação será mantida no mínimo até quarta-feira, último dia do vestibular.


