As polícias Civil e Militar e o Juizado Especial do Menor montaram uma ‘operação de guerra’ na noite da última sexta-feira, quando foi realizado um arrastão em Londrina. Mas os resultados não foram tão impressionantes quanto a estrutura utilizada. Foram usados 15 viaturas e um microônibus da PM, oito viaturas da Polícia Civil e quatro kombis do Juizado de Menores. Atuaram mais de 100 homens, sendo 70 militares, 30 civis e 12 comissários de menores. Ao final da operação, houve apenas nove prisões, por briga de rua, embriaguez, jogo ilegal, habilitação vencida, porte ilegal de arma e porte de droga.
‘‘Apesar de os números parecerem inexpressivos, as batidas realizadas em conjunto com a Polícia Civil têm contribuído muito para a redução da criminalidade’’, destaca o comandante do 5º BPM, tenente-coronel Ademir Costa. ‘‘ Ainda não temos os números do primeiro semestre fechados, mas as primeiras avaliações já apontam a redução da criminalidade.’
Celso PachecoEntre as prisões efetuadas, uma foi por porte ilegal de armaApesar do frio na noite de sexta-feira, o comando das polícias decidiram manter a operação. ‘‘Vamos realizar o arrastão porque aproveitamos pelo menos para desenvolver trabalho educativo e preventivo, além de que a divulgação pela imprensa de que as batidas são realizadas de surpresa sempre contribui para reduzir a violência e a criminalidade’’, destaca Wanderci Corral Fernandes, delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina.
Apesar de os resultados do arrastão ficaram muito abaixo do esperado, a operação fez um verdadeiro ‘‘pente-fino’’, de norte a sul da cidade. Foram visitados bares, locais de jogos de videogame, sinuca, baralho, favelas, terminais de ônibus.
O pessoal foi dividido em três equipes: uma iniciou o arrastão na sona sul, indo até o centro da cidade. Outra, começou no centro e foi até a zona norte. A terceira, percorreu todos os terminais de ônibus, do centro, de bairros e o Rodoviário.
O arrastão da Polícia provocou a divisão na opinião daqueles que foram abordados pelos policiais. Uns entendem que é positiva e deve ser feita; outros, que apenas assusta muito a população e pouco os bandidos. Todos, entretanto, pediram à reportagem para que não os identificassem.
‘‘É bom ver a Polícia trabalhando, mas acho que não é necessário fazer um verdadeiro desfile de viaturas. A Polícia poderia fazer arrastão de surpresa com uma ou duas viaturas apenas. Chamaria menos a atenção e certamente seria mais eficaz’’, declarou um comerciante da zona sul. O comerciante disse que seu estabelecimento já foi fiscalizado outras vezes. ‘‘Nas batidas anteriores, os policiais não foram tão educados quanto agora, que a imprensa está acompanhando.’
‘‘Quase caí da cadeira quando eles pararam as viaturas e saíram rapidamente. Pensei que haveria um tiroteio aqui’’, disse uma moça que estava numa lanchonete da zona sul com alguns amigos. ‘‘Senti medo e constrangimento’’, acrescentou, sendo interrompida por outra colega, que declarou não haver razão para constrangimento. ‘‘Os policiais chegaram com toda a educação. Eles estão fazendo o trabalho deles. Não vejo por que se constranger.’
Outro comerciante da mesma região, que também pediu para não ser identificado, entende que o arrastão é positivo. Mas deve ser realizado apenas nos lugares suspeitos.
‘‘Minha lanchonete é tocada pela própria família, não oferecemos jogos, como outros estabelecimentos do bairro, mas sempre somos fiscalizados’’, reclama, acrescentando que muitos fregueses deixaram de frequentá-la. ‘‘Muita gente que fazia lanche aqui deixou de vir porque a qualquer momento a Polícia chega e expõe todo o mundo a uma situação de marginal.’Celso PachecoBlitzDivididos em três equipes, mais de 100 policiais civis e militares percorreram vários pontos da cidade, entre eles baresÁureo Nogueira

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