O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) desarticulou na manhã de hoje (14) uma quadrilha que atuava em um esquema de sonegação de impostos na empresa Sinai Comércio de Papéis Ltda, com ampla atuação no ramo gráfico de Londrina. Segundo informações do Gaeco, a empresa já teria sonegado mais de R$ 1,5 milhão.

Segundo o promotor Jorge Fernando Barreto da Costa, do Gaeco, em Londrina foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e cinco pessoas foram convidadas a dar esclarecimentos ao MP. Ninguém foi preso. No Paraná, conforme as investigações do Ministério Público, teriam sido sonegados R$ 113 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos (ICMS) e R$ 40 milhões em tributos federais.

A "Operação Papel" foi deflagrada ainda nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Foram cumpridos 12 mandados de prisão temporária, 11 só no Paraná, e 101 mandados de busca e apreensão em empresas, escritórios de contabilidade e residências, nos quatro estados. A "Operação Papel" apontou para o envolvimento de pelo menos 79 empresas do ramo gráfico e 212 pessoas.

O Esquema
Segundo o promotor, o esquema de sonegação era articulado em pessoa jurídica com sócios sem bens declarados, o que impedia a execução da dívida com o fisco. As empresas eram administradas por procurações mas não sonegavam os tributos com contratos falsos.

"A quadrilha usava a empresa até quando o fisco a procurava e depois trocava de nome. Há várias empresas no ramo de comércio de papéis com problemas semelhantes em Londrina que podem ter sido usadas em outros esquemas", informou o promotor.

"Já obtivemos algumas declarações de participação e encontramos muitos 'laranjas' que de boa ou má fé se envolveram, mas ainda estamos à procura dos autores do esquema", comentou.

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