Operação Karst leva mais dois à prisão
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
Redação FolhaWeb 
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Paraná (Gaeco), em Curitiba, prendeu hoje (20) mais duas pessoas supostamente ligadas ao crime organizado na região metropolitana de Curitiba. As prisões desta sexta-feira de um policial militar e da esposa dele - fazem parte dos desdobramentos da Operação Karst, deflagrada inicialmente no dia 5 de junho.
Investigações subsequentes do Gaeco apontaram que a mulher do PM fazia contato com pessoas ligadas aos detidos do Centro de Detenção Provisória de São José dos Pinhais, como familiares e amigos, que passavam a ela informações, drogas e telefones celulares. Ela então repassava os dados e o material ao marido.
A ação desta manhã incluiu também uma vistoria, feita pela equipe do Gaeco em conjunto com a Promotoria de Justiça da Corregedoria dos presídios e com apoio do Bope. Durante a revista foram apreendidas facas improvisadas e maconha. Há cerca de vinte dias, a Secretaria Estadual de Justiça já havia feito uma vistoria no local, quando foram apreendidos 19 telefones celulares.
No dia 5 de junho, foram cumpridos, na primeira fase da Operação Karst, 26 mandados de prisão e apreendidos 20 quilos (kg) de maconha, 3,6 kg de crack, 50 gramas de cocaína, além de armamento pesado.
O objetivo dessa operação é desarticular sete quadrilhas de traficantes de drogas com atuação em Curitiba e Região Metropolitana e ramificações no sistema prisional do Estado. Segundo os promotores de Justiça André Tiago Pasternak Glitz e Denilson Soares de Almeida, as investigações continuam.
André Pasternak explica que as investigações começaram com base em um homicídio ocorrido no final do ano passado, na região metropolitana. O Gaeco aponta que pelo menos uma dezena de homicídios na Grande Curitiba podem ser creditados a esses criminosos.
A operação - O nome faz referência ao Aquífero Karst, de Almirante Tamandaré. As prisões de junho foram deferidas pelo Juízo da Vara Criminal de Almirante Tamandaré e são resultado de mais de cinco meses de investigações do Gaeco, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré. No curso das investigações, já havia sido desativado um laboratório destinado a preparar as drogas para venda ao usuário.


