Curitiba - Treze motoristas foram presos nas rodovias federais do Paraná no final de semana em decorrência da Operação Grau Zero. A ação realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) é a primeira grande operação depois da instituição da Lei Seca, nova regra do trânsito que prevê penas mais rigorosas para motoristas flagrados dirigindo sob o efeito do álcool. No total, 20 pessoas foram autuadas no Estado durante a ação da polícia, colocada em prática entre sexta-feira e domingo em todo o Brasil.
Desde que a Lei Seca entrou em vigor, no último dia 20 de junho, a PRF informa que 37 motoristas receberam notificações e 26 deles foram presos nas estradas federais do Paraná. No Estado, a PRF atua nas BRs 116, 277, 373, 376, 476, 600 e 469. Já a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) informa que nos 10 primeiros dias de vigor das novas regras, cinco pessoas foram presas no Estado - três na região de Londrina, uma na de Ponta Grossa e uma na de União da Vitória.
O Paraná está entre os estados que mais efetuaram prisões e multaram motoristas no final de semana, em cumprimento da Lei 11.705, que proíbe o consumo de álcool entre motoristas. O campeão foi Minas Gerais, com 34 prisões, seguido do Rio Grande do Sul, com 29, Mato Grosso do Sul, com 17, e Paraná e Pernambuco, com 13 cada. As autuações seguem a mesma tendência. Em Minas Gerais, 44 motoristas foram autuados. No Rio Grande do Sul, 37, Santa Catarina, 23, Bahia, 21, e Paraná e Mato Grosso do Sul, com 20 cada um.
Em todo o País, a Polícia Rodoviária Federal prendeu 189 condutores e autuou 255 durante a ação. Cerca de 700 policiais participaram da operação munidos de 80 bafômetros. Desde que foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) há 10 dias, a nova lei permitiu que a PRF prendesse 296 condutores e multasse 369.
A PRF no Paraná não divulgou quantos homens participaram da operação no Estado. Segundo o inspetor do núcleo de comunicação da PRF, Maurício Hugolino Trevisan, a Operação Grau Zero terminou, mas a ação da polícia continua em todo o Estado com o mesmo rigor. ''É um absurdo que as pessoas ainda morram no trânsito por causa da bebida'', diz ele.
Segundo o inspetor, um levantamento feito pela Secretaria Nacional de Trânsito estima que entre 50 e 70% das mortes no Instituto Médico Legal (IML) decorrentes de acidentes de trânsito são causadas pela ação do álcool no organismo. ''São motoristas, passageiros, pedestres - milhares de pessoas que estão morrendo todos os anos por causa do álcool. A intenção da fiscalização mais rígida é fazer com que essas mortes diminuam'', diz.
Flagrante - A lei prevê que motoristas flagrados dirigindo com 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,3 miligramas por litro de ar expelido - a quantidade existente uma lata de cerveja, por exemplo -, vão responder criminalmente, estando sujeitos à pena de seis meses a três anos de prisão, com direito ao pagamento de fiança, que varia de R$ 301 a R$ 1.264.
Caso seja flagrado com 2 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,1 miligrama por litro de ar expelido, o motorista é autuado, recebe multa de R$ 955, perde a carteira de habilitação e tem seu veículo apreendido.

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