Operação foi difícil, diz capitão
Operação foi difícil, diz capitão
Uma operação complexa e demorada foi montada para resgatar Carla Egídio, de três anos e um mês, ontem à tarde, em Arapongas. Os bombeiros tiveram de cavar um novo poço e depois abrir um canal de ligação com o buraco onde estava a menina. Os parentes queriam que a gente jogasse uma corda ou abrisse mais o buraco. Explicamos que, apesar da abertura de um poço ser o método mais demorado, era também o mais seguro para o caso, informou o comandante Dario Natan Bezerra.
O primeiro passo foi colocar um tubo para levar oxigênio até onde estava a menina. Nestes casos, o grande perigo é a vítima ficar sem ar, esclareceu. Uma retroescavadeira foi cedida pela prefeitura para abrir o novo poço. Ele foi cavado a 1,6 metro do buraco distância mínima para evitar um possível desmoronamento das paredes do buraco onde estava Carla.
O choro e reclamações constantes da menina eram um sinal de que ela estava bem e um alívio para nós que estávamos trabalhando contra o tempo, contou o comandante. O novo poço foi cavado com dois metros de largura, para permitir a permanência de quatro homens dentro dele dois bombeiros e dois especialistas em cavar poços.
Do lado de fora, 15 voluntários, entre eles o pai da menina, Claudemir Caetano Egídio, ajudavam a tirar a terra usando baldes. Na sequência, foi aberto um túnel de acesso até o buraco, possibilitando aos bombeiros pegar Carla Egídio e transferi-la para o poço onde dois socorristas aguardavam. Toda a operação demorou cerca de uma hora e meia. (C.B.)





