Pouco mais de 100 oficiais do 5 º Batalhão da Polícia Militar de Londrina fizeram ontem uma operação chamada ''Fecha Londrina'', promovendo uma verdadeira varredura tanto na Área Central quanto em bairros da periferia da cidade. A ação envolveu também homens da Força Verde, 4 Companhia Independente da Zona Sul, Polícia Rodoviária e de Trânsito e Pelotão de Choque.
O comando da operação ficou por conta do Major Júlio Richter Neto. O objetivo do batalhão é repetir as ações de grande porte semanalmente. Foram realizados bloqueios de trânsito, blitze, arrastões e revistas pessoais. As ações de menor porte são, segundo Richter, realizadas todos os dias.
Outra meta é aumentar a presença ostensiva nos bairros. ''Temos notado uma redução natural da criminalidade. Até porque quando há uma presença mais ostensiva a ação dos marginais se reduz'', comentou o major.
A opção pelo horário - as equipes deixaram a sede do 5 º Batalhão pouco tempo depois das 15 horas - se deve à maior circulação de pessoas por toda a cidade durante a tarde. Neste tipo de operação, explicou Richter, é relativamente comum a captura de fugitivos e a apreensão de armas ou drogas. Um balanço oficial da ''Fecha Londrina'' deverá ser divulgado hoje pelo Batalhão.
A equipe de reportagem acompanhou uma das viaturas do Pelotão de Choque em patrulhamento por bairros da Zona Sul da cidade. Em apenas três abordagens, três homens com passagens anteriores pela polícia foram revistados pelos policiais.
Num dos casos, um jovem com passagem por roubo foi flagrado conduzindo uma moto sem habilitação no Jardim União da Vitória. Ele foi revistado e o veículo só foi liberado depois que um parente do jovem, devidamente habilitado, compareceu ao local. Nas proximidades, outros dois rapazes que estavam num bar também foram revistados. Um deles já havia sido autuado anteriormente por porte de arma. Todos foram liberados.
Depois de passar por dezenas de ruas de difícil acesso em áreas pobres da Zona Sul, a equipe do Choque abordou outros dois homens no Jardim Jatobá. Ambos tiveram os documentos analisados pelos policiais. Novamente, uma conferência junto à central confirmou que ambos tinham passagem, também por roubo e porte de arma.

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