Vinte e quatro pessoas foram encontradas em situação de escravidão em áreas de reflorestamento de pinus em Cerro Azul e Tunas do Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Segundo a auditora fiscal do Trabalho, Louíse Surkamp Neves, a fiscalização ocorreu em várias propriedades nos dois municípios, desde o dia 4 de novembro.
Na última quinta-feira, os proprietários das áreas pagaram a ruptura dos contratos dos últimos oito trabalhadores que foram encontrados em situação irregular. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, um grupo móvel de combate ao trabalho escravo, responsável pela atuação na região Sul do Brasil, foi o responsável pela fiscalização.
O ministério informou que todos os trabalhadores eram contratados por empresas terceirizadas que atuam no ramo. Eles foram encontrados pelo grupo em alojamentos improvisados e em condições precárias de trabalho, sem equipamentos de proteção, inclusive.
A auditora contou ainda que, em uma das empresas, foram encontradas 16 pessoas e, em outra, oito. "Em uma delas havia dois adolescentes, um de 16 anos, que trabalhava com uma motosserra, e um de 17 anos, que estava no corte", afirmou Louíse.
Ela ainda explicou que, nos dois casos, foram encontradas irregularidades nas condições de trabalho e nos alojamentos inadequados, com até risco de incêndio. Após a autuação do ministério, os proprietários das empresas são obrigados a romper o contrato com os trabalhadores e a pagar uma verba indenizatória, cerca de R$ 87 mil em um dos locais e R$ 38 mil no outro, além de arcar com indenizações por danos morais.

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