Operação do Ibama autua pescadores no Igapó
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terça-feira, 29 de junho de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Uma operação conjunta da Polícia Florestal e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) autuou ontem três pescadores na barragem do Igapó. Eles foram flagrados utilizando múltiplos anzóis pela técnica da lambada, prática que consiste em fisgar o peixe sem isca. A prática é considerada crime ambiental já que muitos peixes escapam feridos.
Antes da operação, fiscais do Ibama descaracterizados se infiltraram entre as dezenas de pescadores que estavam na barragem. Depois de identificar os irregulares, a Polícia Floretal foi acionada. Dos quatro pescadores que estavam praticando a lambada, dois fugiram e abandonaram os equipamentos. No final da tarde, um terceiro também foi autuado por pescar sem licença.
Segundo o fiscal do Ibama, Odair Siqueira outras irregularidades têm sido flagradas no Igapó. ''O volume de peixe pescado aqui é muito alto, há pessoas que saem com até 20 quilos'', afirmou. A quantidade permitida, segundo o Ibama, é de 5 quilos por pescador.
O órgão também está investigando a compra de peixes pescados no lago por atravessadores. ''Sabemos que uma kombi vem aqui no final da tarde comprar peixes'', disse. Há suspeita que o produto seja revendido para mercados e peixarias de forma irregular.
Siqueira afirma que os fiscais já teriam realizado operações de conscientização entre os pescadores para restringir a prática. ''Optamos por uma fiscalização mais rigorosa'', disse.
O mototaxista Vinícius Davis, 27 anos, foi um dos pescadores autuados. Apesar de reconhecer o erro e admitir que tinha conhecimento da lambada ser crime, ele reclamou da atuação da polícia. ''Tinha tanta gente pescando que achei que não estavam fiscalizando. Só eu fui autuado'', apontou. Ele terá que pagar uma multa com valor mínimo de R$ 700.


