Foz do Iguaçu - Uma grande operação que mobilizou cerca de 100 agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de várias cidades resultou ontem, em Foz do Iguaçu (Oeste), na prisão de 13 policiais. De acordo com as investigações do Gaeco, os policiais são suspeitos de integrar uma quadrilha que facilitava o transporte de produtos ilícitos na região da fronteira, além de receberem propina nas ações.
De acordo com o coordenador do Gaeco-Foz, o promotor de Justiça Rudi Rigo Burkle, a Operação Desvio foi o resultado de uma investigação de um ano. ''Uma das pessoas envolvidas capotou o carro durante uma perseguição policial e acabou confessando o envolvimento de outras pessoas'', disse.
Ao todo, o Gaeco obteve 36 mandados de prisão expedidos pela Justiça de Foz. São suspeitos 19 policiais civis e militares das cidades de Foz, Santa Terezinha de Itaipu, Cascavel e Lapa, um guarda municipal e 18 civis.
O promotor explicou que o grupo facilitava o transporte de armas, drogas, contrabando e objetos de descaminho em diversos pontos da fronteira com o Paraguai. ''Eles usavam estradas secundárias que acabavam dando acesso à BR-277, na saída de Foz. Pelo menos 16 ''olheiros'' passavam informações para eles (os policiais), que abordavam os veículos e cobravam valores entre R$ 100 e R$ 150'', informou Burkle.
Todos os detidos foram ouvidos e encaminhados para a Cadeia Pública Laudemir Neves, em Foz do Iguaçu. Nos próximos dias, o Ministério Público (MP) deve propor denúncia criminal contra todos pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção e concussão. O MP também deve entrar com uma ação civil, em que será requisitado o afastamento da função pública dos policiais. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelo Gaeco.

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