Munidos de escudos, coletes reforçados e outros objetos para vistoria, apenas dois policiais militares da equipe antibombas percorreram os quatro pavimentos do prédio da Folha. Segundo o aspirante Franck Sione dos Santos, da equipe antibombas da PM, apesar do grande efetivo deslocado para o local, a maioria trabalhou no isolamento da área.
''Quando há uma ameaça que coloca em risco a vida de pessoas, quanto menos policiais na vistoria melhor, porque eles também estão em risco'', afirmou. Um número pequeno de pessoas na vistoria é importante quando não se sabe como a bomba pode ser detonada. Entre os tipos de detonação estão por compressão, controle remoto e temporizador. ''Por isso a PM sempre orienta que não se mexa em um objeto que possa ser uma bomba. Dependendo do caso, só o fato de comprimir o objeto pode detonar o artefato'', explicou.
Sempre que há ameaça de bomba a orientação da Polícia é que se evacue o local, mesmo com a suspeita de trote. ''A orientação é isolar o prédio e fazer uma varredura no local porque a ameaça pode ser verdadeira'', alertou. No caso da bomba desarmada na terça-feira em um shopping da Rua Sergipe, a Polícia Civil aguarda o relatório da PM para abrir inquérito. (C.P.)

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