A reportagem da FOLHA acompanhou uma tarde de trabalho do Pelotão do Choque na semana passada para verificar na prática as mudanças proporcionadas pelo georreferenciamento na rotina da Polícia Militar. No início do expediente, policiais perfilados no 5º Batalhão receberam as últimas orientações e a área que seria coberta por cada equipe.
Na região central ficaram as equipes do Choque Motos. As viaturas foram espalhadas pelos outros quatro cantos da cidade. A zona oeste contava com três viaturas divididas entre as áreas dos jardins Bandeirantes, Tókio e Leonor. A região leste também recebeu atenção especial.
"São áreas grandes e que precisam de atenção. Estamos fazendo uma operação saturação na zona leste, em virtude de briga de gangues que disputam a distribuição de droga. Esse confronto gerou várias mortes esse ano", explicou o porta-voz do 5º BPM, capitão Nelson Villa.
No Jardim Monte Cristo (zona leste), dois jovens saíam de uma viela com cigarros nas mãos (um deles de maconha) quando são abordados. Um deles chora, se diz viciado, mas o desespero não convence os policiais. O rapaz de 18 anos, que enquanto menor já havia cumprido pena socieducativa por tráfico de drogas, é encaminhado para a 10ª Subdivisão (SDP).
No Conjunto Ernani Moura Lima, também na zona leste, quatro suspeitos em um Golf estacionado são surpreendidos pela corporação. Com eles não foi localizada nenhuma droga ou arma de fogo, mas todos já haviam sido presos anteriormente por roubo, porte ilegal e receptação.
"A presença policial intimida a criminalidade, inibe a ação dos marginais. Podem não estar fazendo nada, mas ao se depararem com uma abordagem dessas passam a pensar duas vezes antes de cometer algum delito", observa Villa. (D.M.)

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