Curitiba - A Polícia Civil concluiu ontem a segunda etapa da Operação Integridade, que apura crimes na Receita Estadual do Paraná. Nas últimas semanas, foram presas 11 pessoas, das quais três são auditores estaduais, em Curitiba e União da Vitória. Na primeira fase da operação, sete auditores da Receita Estadual foram presos em julho. Os detidos são investigados por formação de quadrilha, ocultação de bens, lavagem de dinheiro e concussão (extorsão praticada por funcionário público).
De acordo com o delegado Róbson César Barreto, do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), o esquema funcionava desde 2000. Os auditores envolvidos extorquiam proprietários ou transportadores de cargas que passavam pelo posto Ariovaldo Huergo, em General Carneiro (36 km a sudoeste de União da Vitória).
''Eles cobravam propina quando constatavam problemas, como ausência de nota fiscal. Mas às vezes não havia nada de irregular com a carga e os auditores inventavam uma situação'', explicou Barreto. Os valores da extorsão variavam e em alguns casos chegavam a R$ 15 mil. O posto chegou a ficar conhecido como ''Posto do Quinhentinho'', devido à cobrança de propina.
Segundo Barreto, quando a extorsão era paga em espécie, a quantia era dividida prontamente entre os membros da quadrilha. Quando o pagamento era feito através de cheque ou depósito em conta, o dinheiro era direcionado para a conta de uma empresa fantasma. Aí, era lavado de várias formas: transferências para outras contas, compra de carros e imóveis.
As investigações continuam e o Nurce deve deflagrar uma terceira fase da operação.

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