Operação da PM para desarmamento abordou 2,3 mil
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quarta-feira, 05 de novembro de 1997
Londrina 
A Polícia Militar abordou 2,3 mil pessoas, vistoriou 1,4 mil veículos e deteve cinco suspeitos que estavam portando armas de fogo durante a Operação Alerta realizada na noite de anteontem. Segundo o capitão Edwaldo Machado, do 5º Batalhão da PM, foram feitos oito bloqueios em Londrina, Cambé e Tamarana, envolvendo 121 policiais e 16 viaturas.
Os detidos foram levados para a 10ª Subdivisão Policial (SDP). A operação foi feita em todo o Estado, com a finalidade de orientar a população sobre o porte de armas de fogo.
A partir do dia 8 todas as armas deverão ser cadastradas ou recadastradas na Polícia Civil. Caso contrário, os portadores poderão ser presos e pegar de um a quatro anos de prisão. A ação da Polícia Militar durou das 19 às 23 horas. No mesmo dia, a Polícia Civil já havia feito a mesma operação das 16 às 19 horas. Essa operação ficou restrita à área urbana de Londrina. Ninguém foi detido.
O diretor da Polícia Federal em Londrina, Roberto Morel, disse que oito pessoas, em virtude da Operação Alerta, estiveram ontem na sede da PF pra entregar armas. O armamento - revólveres calibres 38, 32 e pistolas automáticas - deverá ser encaminhado para o Exército, onde será destruído.
Este pessoal demonstrou ter bom senso e precaução; preferiu entregar as armas a legalizá-las, correndo o risco de uma tragédia, disse o delegado Morel. Possuir arma em casa, ou andar com ela na rua, em qualquer circunstância, a pessoa coloca a sua vida e a vida dos outros em perigo. Como exemplo, lembro de pais que deixaram armas em casa e os filhos, curiosos, tentaram manuseá-las e acabaram morrendo, comentou o diretor da PF em Londrina.


