Curitiba - Terminou ontem a primeira etapa da Operação Contestado, operação que reuniu policiais civis e militares e que desmantelou uma quadrilha de traficantes que agia nas regiões Oeste e Sul do Estado. Até ontem, 46 pessoas foram presas, mas o delegado chefe da Divisão de Narcóticos Osmar Antonio Dechiche, coordenador da operação, adiantou que as prisões não devem acabar por aí. Sem citar nomes e números específicos, ele revelou que mais mandados de prisão serão expedidos a partir hoje.
''Até agora a operação foi bem sucedida. Não houve resistência, nem violência'', avaliou o delegado. Ele explica que a segunda etapa da operação será pedir a quebra de sigilo bancário e dos telefones das pessoas que já foram detidas. A operação mobilizou cerca de 120 policiais civis e militares e até ontem prendeu 46 pessoas, dos 48 mandados de prisão de acusados de ligação com o tráfico de drogas em oito cidades do Paraná e uma de Santa Catarina.
A operação foi apelidada de Contestado por se localizar na região que sofreu com a guerra na região de divisa do Paraná com Santa Catarina. A ação policial se desenvolve nas cidades de Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Rio Azul, Cruz Machado, General Carneiro, Bituruna, e União da Vitória no Paraná, além de Porto União, em Santa Catarina. Além dos policiais, a operação também conta com representantes do ministério público. Segundo informações da polícia, a quadrilha movimentava cerca de R$ 1 milhão por mês na região. Não há previsão para o término da operação.
Moreira Sales A Polícia Militar prendeu em flagrante dois homens e uma adolescente com 45,5 quilos de maconha, por volta das 11 horas de ontem, na entrada da cidade. Conforme o sargento Gilson Almeida, um denunciante anônimo informou que os envolvidos transferiram pacotes de uma Caravam, de São Paulo, estacionada fora da pista, para uma caminhonete S-10, de Ribeirão Preto, placa CFQ-1217. O digitador e ex-presidiário Alessandro Vicente da Silva, 29 anos; o taxista Júlio César da Silva, 35 anos e a garota de 15 anos confessaram que compraram a droga em Guaíra (158 km ao norte de Cascavel) por R$ 2,5 mil e a revenderiam na capital paulista. Os três estão detidos na cadeia pública de Goioerê (78 km a oeste de Campo Mourão) e responderão por tráfico de entorpecentes, cuja pena varia de três a seis anos de detenção, segundo Almeida.(Colaborou Bethânia Rodrigues)

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