Operação começou em dezembro de 97 em Lages (SC)
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quinta-feira, 24 de setembro de 1998
Marcos Zanatta 
A operação de combate à pirataria em Maringá começou em dezembro do ano passado, depois que a Polícia Federal apreendeu uma lista de endereços na cidade de Lages (SC). No dia 10 de dezembro, policiais entraram em 10 locais diferentes de diversos bairros de Maringá, onde foram apreendidos 120 mil CDs falsificados, 20 equipamentos para reprodução e 10 toneladas de impressos de capas de fitas e discos. O material foi avaliado em R$ 5 milhões. Entre as 20 pessoas presas quatro foram apontados como responsáveis pela reprodução de material pirata.
Na época o delegado Antonio Borges disse que os pirateiros trabalhavam de forma independente, apesar de formarem um esquema único de distribuição. Somente agora ficou confirmado que todos tinham alguma ligação com Eder Furlan. Pelo que a polícia apurou na operação iniciada na semana passada, Furlan importava máquinas de reprodução, fitas e discos. Os equipamentos eram vendidos de forma facilitada para os pirateiros, Furlan ainda fornecia as fitas e CDs e participava da comercialização.
O secretário-executivo da Associação de Proteção aos Direitos Intelectuais Fonográficos (Apdif), Márcio Gonçalves, pediu ontem ao ministro Renan Calheiros que a operação de caça aos piratas seja mantida. Ele calcula que mais de 90% das fitas cassete vendidas no país são piratas. Um dos responsáveis pelas gravações piratas presos em dezembro passado, Valter Casagrande, disse à polícia que o negócio é lucrativo. Ele afirmou que faturou R$ 100 mil em três meses. O que mais impressionou a polícia na época, foi a apreensão de 100 mil hologramas, muito parecidos com os originais, usados pelas gravadoras para impedir a falsificação de CDs.


