Curitiba - Operação conjunta durante dois dias realizada pela Polícia Florestal, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Delegacia do Meio Ambiente, resultou na apreensão de mais de 10,8 toneladas de palmito – in natura e industrializado. Foram fiscalizadas indústrias de alimentos – muitas delas clandestinas – em Antonina, Morretes, Guaratuba, Guaraqueçaba e Paranaguá, no Litoral do Estado, além de Curitiba, São José dos Pinhais e Campina Grande do Sul, na região metropolitana. A maioria, mesmo registradas, não tinha licença de operação para industrializar o palmito. O Batalhão da Polícia Florestal e o IAP aplicaram R$ 716,5 mil em multas.
Em Capanema (112 km a oeste de Francisco Beltrão), a Polícia Militar Florestal fechou uma fábrica clandestina de palmito. A fabriqueta funcionava num barraco no Porto Moisés Lupion, antigo acesso a Estrada do Colono, no Parque Nacional do Iguaçu. O fechamento, divulgado ontem, foi realizado no fim da tarde de sexta-feira.
O casebre foi identicado após denúncia anônima, mas o barraco estava abandonado quando os soldados chegaram no local. A equipe apreendeu 131 vidros com palmito em conserva, um fogão industrial, 480 vidros vazios, uma panela de alumínio, baldes e sal.
O palmito é um produto de comercialização rentável. A ‘‘cabeça’’ é vendida por R$ 0,40 para pessoas que industrializam o produto. Já a unidade beneficiada é revendida por R$ 2,00. A pena para quer for preso cortando caule de palmeira chega a cinco anos de reclusão, com multa de R$ 2 mil a R$ 50 mil.

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