Curitiba - Uma quadrilha de assaltantes especializada em roubos a joalherias e carro forte foi desmantelada por policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) ontem, em Curitiba. Segundo a polícia, o grupo atuava no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul e os roubos já somam mais R$ 3 milhões. O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do PR, SC e MG participou das ações.
Há a suspeita que a quadrilha, liderada por um homem conhecido como ''Alemão'', tinha ligação direta com o Primeiro Comando da Capital, facção criminosa paulista. Em Curitiba, três mulheres e dois homens foram presos. Em Belo Horizonte, três homens, entre eles, o ''Alemão''.
Um dos motivos que levam a polícia a acreditar nessa ligação é o alto poder de fogo do grupo. Com eles, os policiais do Cope encontraram um fuzil, uma metralhadora, uma pistola 9 mm e granadas. Além disso foram apreendidos adesivos da Polícia Federal, coletes balísticos, sirene e giroflex, que seriam utilizados para desviar de possíveis barreiras em fugas. A maior parte do armamento estava com as três mulheres, nos bairros Pinheirinho e Mercês. Três carros também foram apreendidos. De acordo com o delegado, as armas utilizadas nos crimes a joalheria são de cano curto, pistolas e revólveres. Um dos assaltos a carro forte ocorreu em Joinville (SC).
Segundo o delegado Francisco Caricati, que presidiu a investigação, a quadrilha é tida como uma das mais sofisticadas. ''Nenhum crime nessa área é feito sem um levantamento prévio. Eles sempre avaliam a questão da facilidade para o sucesso do crime'', explicou o delegado.
Nas joalherias, as mulheres se passavam por compradoras para ganhar a confiança dos vendedores. Tudo indica que os crimes eram cometidos durante o dia e os funcionários eram mantidos reféns até o fim da ação. ''Há muito tempo não tínhamos roubo a joalheria aqui em Curitiba'', afirmou Caricati. Neste ano foram três roubos, sendo que dois ocorreram na Capital e o terceiro em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Todos no mês de março, segundo a polícia.
O objetivo da quadrilha era sempre levar jóias de luxo para obter grandes lucros. Segundo a polícia, com a prisão da quadrilha foi frustradi um assalto em Curitiba e um em Belo Horizonte, que estavam em fase de planejamento. Embora a polícia conheça a maneira como a quadrilha agia, ainda não tem conhecimento como e para quem o grupo vendia as jóias. O dinheiro da quadrilha também deve ser investigado.

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