Mirasselva - Apesar de a taxa de desemprego no município ser baixa, os moradores sonham com a chegada de indústrias que ofereçam melhores salários. Boa parte da população trabalha no campo, em culturas como café, leite e, principalmente, a cana-de-açúcar. Logo nas primeiras horas da manhã, três ônibus deixam a cidade com destino à unidade da Usina de Álcool e Açúcar Alto Alegre, em Florestópolis.
Em Miraselva, a prefeitura é a maior empregadora, com 160 servidores. O prefeito João Marcos Ferrer anunciou que uma empresa de confecções planeja se instalar na cidade. Um barracão seria cedido pelo prefeitura como incentivo em troca de 50 empregos que seriam gerados. "Pode ser o primeiro passo para atrairmos novas indústrias e aumentar a população", analisou.
A diminuição das linhas de ônibus intermunicipais desagradou quem não tem carro e depende do transporte coletivo. O terminal rodoviário, construído na década de 1990, tem duas plataformas, mas recebe apenas uma empresa de ônibus. No total são nove horários de partidas com destinos para Londrina, Porecatu e Itaguajé, passando por outras cinco cidades vizinhas. Até os anos 1990, outras duas viações passavam pela cidade.
As opções de lazer também são limitadas e se resumem às partidas de futebol no Estádio Municipal Olavo Ferreira, de futsal no Ginásio de Esportes, além das festas comemorativas em 11 de novembro (aniversário do município) e na segunda quinzena de abril, na quermesse em celebração ao padroeiro, São José Bento Cotolengo.
O estudante Otávio Henrique Faria Tonim, 16 anos, anseia por novas opções culturais e lazer, mas sabe das limitações da cidade. "É difícil de cobrar atrações em uma cidade pequena como a nossa. Mas como estamos relativamente próximos de grandes centros como Londrina (70 km), esta carência pode ser suprida". (C.F.)

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