Para combater o vandalismo, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) recorreu à originalidade. A alternativa encontrada foi a criação das ecolixeiras. Tratam-se de dois recipientes, um verde para lixo reciclável e outro marrom para o orgânico. O diferencial é o preço: sai por cerca de R$ 15,00, enquanto as lixeiras tradicionais custam até R$ 80,00. O valor mais baixo é possível porque a matéria-prima são latas de tinta usadas para pintura viária pela própria CMTU.
Desde março de 2008, a administração está instalando a ecolixeiras no lugar das destruídas por vândalos. Atualmente, existem cerca de 400 no Anel Central. A meta da companhia é dobrar esse número. Levando em conta outras localidades, como escolas, praças e centros comunitário, a quantidade chega a 700.
Outra vantagem é que os recepientes são basculantes, o que significa que os responsáveis pela limpeza não precisam ter contato direto com o lixo para fazer a coleta. Nem sempre a separação entre materiais recicláveis e orgânicos é respeitada. Ainda assim, é melhor do que descartar o lixo no chão.
Para o coordenador da Coleta Seletiva da CMTU Devair Batista de Almeida, a instalação de mais lixeiras precisa estar acompanhada da colaboração da população. Ele cita como exemplo os comerciantes, que podem ajudar orientando a clientela para usar os cestos do próprio estabelecimento. Os funcionários da companhia também fazem palestras de conscientização em escolas.
Ele acredita que o programa de coleta seletiva é um importante aliado, uma vez que quem faz a separação do reciclável em casa não costuma jogar lixo na rua. ''Tem gente que coloca o lixo no bolso até achar um lugar para jogar. É uma mudança de hábito mesmo que tem que ocorrer'', ressalta.(F.R.F.)

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