Opção pelas armas divide opiniões
Londrina - De acordo com Bene Barbosa, presidente da Ong Viva Brasil, que é contra o desarmamento, o Paraná e os outros Estados da Região Sul têm ''histórico e a cultura de se armar.'' Os sulistas representam apenas 14% da população, mas registraram 53% do total de armas compradas por civis entre 2008 e 2009. ''Isso vem lá de trás com a chegada dos imigrantes europeus. Eles que trouxeram o costume de caçar e ter arma em casa'', explica Barbosa.
Para Alice Ribeiro, coordenadora do controle de armas do Instituto Sou da Paz, que defende o desarmamento, os números paranaenses são ''surpreendentes.'' ''O Rio Grande do Sul sempre foi um Estado armamentista, até por uma questão cultural. Mas o Paraná não tinha essa fama'', comenta.
Outro fator que incentiva a opção pelas armas é a interiorização da criminalidade. ''Existem cidades pequenas que antes não eram atingidas e hoje sofrem com o aumento das ações criminosas. E não contam com a presença suficiente do Estado para proteger a população'', avalia. A consequência, acrescenta Barbosa, é o movimento natural em busca de formas de garantir a própria segurança.
Organizações que atuam a favor do desarmamento questionam a tese que defende que ter uma arma em casa pode representar mais segurança. Para Luis Carlos Galhardi, do movimento Londrina Pazeando, ''quanto menos armas circulando, mais as pessoas estarão seguras.'' ''Uma pesquisa realizada em São Paulo revelou que a cada 18 armas tiradas de circulação uma vida é salva'', destaca.(D.B.)





