Mesmo com as temperaturas mais baixas do inverno, o tempo firme e ensolarado tem animado os londrinenses a sair de casa. É nessa hora que muitos procuram os parques da cidade, em busca de opções de lazer ao ar livre. Porém, as áreas verdes do município ainda deixam um pouco a desejar.
Tradicional opção de lazer das famílias londrinenses, o Parque Municipal Arthur Thomas, no Jardim Piza (zona sul) continua atraindo muitas pessoas nos finais de semana, mas apesar das reformas feitas após os problemas causados pelo excesso de chuva em outubro de 2011, muito ainda precisa ser feito. Falta de placas indicativas, lixeiras e bebedouros e degraus quebrados e falhas no calçamento de paralelepípedos são alguns dos problemas apontados pelos visitantes e constatados pela reportagem.
Moradores dos Cinco Conjuntos (zona norte), o casal Gleice Kelly da Silva Oliveira, dona de casa, e Emerson Camargo, pintor, aproveitou o domingo de sol para levar Ana Carolina, de 7 anos, Larissa, de 6, e Emerson Vinícius, de 5 meses, para passear no parque. Entre as meninas, a grande curiosidade era encontrar os pedalinhos, mencionados pelo padrasto, mas acabaram descobrindo que os brinquedos não estão mais disponíveis.
"Fazia bastante tempo que não vínhamos. Quero começar a trazer as crianças, mas acho que precisava de mais placas indicando onde tem as coisas. Até agora, por exemplo, não consegui achar os banheiros. Também acho que precisava de mais cercas e segurança, porque tem muita criança por aqui e pode ser perigoso", afirmou Gleice.
A estudante Ingrid Cibele da Silva, mesmo sendo moradora do Jardim Piza, contou que há mais de um ano não ia ao parque. Na companhia do namorado, o auxiliar de produção Willerson de Paula Correa, levou a sobrinha Ana Clara, de 3 anos, para passear e ver os animais. "Acho que faltam bebedouros e a limpeza também está deixando a desejar. Andamos pelas trilhas e não encontramos um banheiro. Só cruzamos com um segurança quando estávamos chegando aqui em cima (perto do lago). Muitas escadas estão quebradas, para vir com criança fica complicado. Chegamos logo após o almoço e estava bem vazio, o que é uma pena", afirmou. E Correa completou: "Não tem nada para atrair as pessoas para cá, antes ficava cheio de gente".
Na antiga usina hidrelétrica, os vidros quebrados e a pichação nas paredes demonstram a falta de cuidado do poder público, aliado ao descaso de alguns visitantes, que danificam o patrimônio público. Rabiscos com nomes de namorados, datados de 2010, mostram que há muito tempo o prédio não recebe manutenção. Uma das trilhas de acesso à cachoeira ainda está fechada com arame farpado e durante grande parte do trajeto a reportagem não encontrou nenhuma placa indicativa de direção e as poucas que existem estão rabiscadas ou pichadas. Durante todo o trajeto, apenas uma vez um segurança em uma moto passeou pelos visitantes, próximo à lanchonete.
Outro problema constatado é a falta de monitores para orientar os frequentadores quanto ao cuidado com os animais, como os macacos e quatis. Poucos se contentam apenas em tirar fotos dos bichos e a maioria quer se aproximar o máximo possível, atirando biscoitos, doces e outras guloseimas inadequadas para atraí-los, inclusive correndo o risco de serem mordidos. As lixeiras sem tampa são problema, já que permitem que eles tenham acesso a restos de comida, guardanapos usados e outros rejeitos, como constatado facilmente durante a visita.

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