Dorico da SilvaMudançaRemoção dos presos do 2º DP para a PEL, ontem, foi tranquila e rápida: todos estão condenados a penas de 1 ano e seis meses a 8 anosOnze presos condenados que estavam no 2º Distrito Policial, na Vila Santa Terezinha (zona leste), foram transferidos ontem, no início da tarde, para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), na zona sul. Mesmo com a remoção dos detentos, o 2º Distrito continua superlotado: 65 presos, sendo que a capacidade é 24 vagas. A PEL fica com sua lotação máxima, que é de 360 detentos.
A transferência, determinada pelo juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, foi rápida - durou cerca de meia hora - e tranquila. Os presos foram levados em viaturas da Polícia Militar.
Segundo o delegado do 2º DP, Antonio Zuba de Oliva, os 11 detentos estão condenados por crimes diversos, como homicídio, tráfico de drogas, furto e roubo. Entre eles, está Erasmo Cordeiro de Torres, condenado, no mês passado, por ter matado a tiros a namorada Silvana Pinheiro de Lima, e o tio dela, Nelson Ferreira. O crime aconteceu em junho de 96, no então distrito de Taramana (zona sul).
Outros presos transferidos são Ailton Rangel, Manoel Messias da Silva, Paulo Roberto Alcântara Cruz, Augusto José Paz da Silva, Antonio Carlos Chaves, Márcio Prado da Silva, Jean Vanderson Galego, Salustiano Pereira de Oliveira, Cícero Fidelis do Nascimento e Flávio Alves dos Santos.
O diretor geral da PEL, Francisco Melatti, informa que a pena dos presos transferidos varia de 1 ano e seis meses até oito anos. Ele relata que os 11 detentos passarão por uma triagem, que dura de 10 a 30 dias. Neste período, eles ficarão isolados dos demais presos e passarão por vários exames.
Francisco Melatti observa que na semana passada também ocorreram remoções para preencher vagas abertas na penitenciária. Segundo ele, o juiz da VEP concedeu 30 benefícios - cinco detentos conseguiram liberdade condicional e 25 passaram para o regime semi-aberto e foram removidos para a Colônia Penal Agrícola, em Curitiba.
Segundo o diretor da penitenciária, a intenção é evitar que a capacidade máxima seja extrapolada. ‘‘Este é o limite adequado para desenvolver um bom trabalho’’, observa. Francisco Melatti explica que poucas vezes a lotação da PEL foi ultrapassada. ‘‘Recebíamos internos a mais que a capacidade, mas tínhamos a previsão que outros iriam sair em breve.’’
O delegado Zuba informa que o 2º DP está com 65 presos (sendo 18 mulheres) e que este número deve aumentar ainda hoje. Oito detentos do 4º distrito policial, localizado na Via Expressa (zona sul), serão removidos para o 2º DP.
(Lucília Okamura)

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