O nível do Rio Iguaçu em União da Vitória, na região Sul do Estado, estabilizou na manhã de ontem. Mas a água ainda permanece 3,6 metros acima do normal, o que impede a volta de 92 famílias (380 pessoas) para suas casas. Os desabrigados residem em regiões ribeirinhas de três bairros do município. Apesar dos alagamentos, o coordenador da Defesa Civil na cidade, Mário Slomp, garantiu que o clima na cidade é normal. Lojas, bancos e repartições públicas funcionam normalmente. ‘‘É como se o município não tivesse enfrentado nenhum problema’’, disse.
Trinta e cinco famílias estão alojadas em abrigos públicos. As outras 57 foram morar nas casas de vizinhos e parentes. Slomp declarou que o prejuízo poderia ter sido maior, caso cerca de 30 famílias não tivessem sido removidas para área longe do risco das cheias.
O programa ‘‘Banco de Terra’’ financia a relocação. O terreno antigo passa a ser propriedade da prefeitura, que o transforma em parque público. Três deles já foram implantados há um ano e meio, quando o projeto foi criado. ‘‘Se isso não fosse feito, a cada enchente teríamos cerca de 2 mil desabrigados’’, estimou Slomp.
A previsão do tempo aponta para hoje a volta da chuva em todas as regiões do Estado. Amanhã, deve haver chuva rápida na Região Metropolitana de Curitiba. Na região de Londrina, também deverá chover, assim como nos municípios do Oeste e Centro do Paraná.
Bagé Um temporal com ventos de aproximadamente 100 km/h, na noite de ontem em Bagé (sudoeste gaúcho), destruiu uma escola municipal, destelhou cerca de 300 casas, arrancou árvores e derrubou muros. Faltou luz, o que também aconteceu em mais cinco cidades da região, devido à queda de duas torres de transmissão de energia.

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