Ônibus velhos comprometem segurança de alunos
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quarta-feira, 09 de julho de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Os dois ônibus que fazem o transporte de 98 estudantes portadores de necessidades especiais, em Londrina, trafegam em condições inadequadas. A idade avançada dos veículos, um fabricado em 1958 e o outro em 1970, exige uma manutenção constante. Como os ônibus vivem com problemas mecânicos, em várias oportunidades os alunos deixam de ir para as escolas especiais. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) já realizou uma vistoria nos veículos e comprovou a péssima qualidade deles.
Os dois veículos foram doados ao município, na década de 90, pela empresa Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL). Posteriormente, os ônibus foram repassados para a Pastoral dos Portadores de Deficiência de Londrina, responsável pelo transporte dos estudantes. A prefeitura arca com o combustível e a empresa faz a manutenção. ''Não adianta mais fazer manutenção. Precisamos de ônibus novos'', afirmou a funcionária da entidade, Maria José Alves Pizza.
Segundo ela, pelo menos uma vez ao mês, os ônibus ficam parados por problemas no freio, motor ou embreagem. Além dos problemas mecânicos, a ação do tempo foi impiedosa com os veículos, que estão com os assoalhos e paredes laterais podres. ''Em dias de chuva, a água e o barro entram pelo assoalho'', disse.
A presidente da Pastoral, Geralda Rocha, declarou que existe uma preocupação muito grande com a segurança dos alunos, já que a maioria apresenta um grau elevado de deficiência, e em caso de acidente poderiam ficar gravemente feridos. As cadeiras de rodas ficam presas em barras de ferro, mas com a parte interna deteriorada, os alunos não estão totalmente seguros. Ela observou que o desgaste dos ônibus aumenta constantemente, pois a média diária de circulação é superior a 200 quilômetros.
A mãe de uma aluna que utiliza os ônibus, Rita de Cássia Araújo Santos, considera péssima a qualidade dos veículos. Ela frisou que a filha, Eliana, é tetraplégica e depende do ônibus para chegar à escola. ''São alunos com deficiência severa que dependem de um cuidado especial e não podem continuar sendo transportados nessas condições'', reclamou.


