Dorico da SilvaDias contadosCobradores serão substituídos por catracas eletrônicas: empresas garantem que não vão demitirO cobrador de ônibus pode ser considerado em Londrina uma profissão em extinção. Motivo: daqui a aproximadamente um ano todos os ônibus do transporte coletivo na Cidade vão contar com sistema de catracaseletrônicas. No lugar do cobrador, o usuário encontrará a catraca; e no lugar do passe, vai utilizar um bilhete eletrônico, da mesma forma como é feito nos metrôs, em algumas capitais brasileiras.
A Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) autorizou as duas empresas que operam na Cidade - Francovig e Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) - a promoverem estudos sobre a implantação das catracas, com objetivo de modernizar o sistema. A expectativa é que daqui a um ano o equipamento já esteja funcionando.
Segundo o gerente executivo da TCGL, Gildalmo de Mendonça, a empresa encomendou projetos e orçamentos a pelo menos quatro fornecedores para implantar o sistema. Ele assegura que o compromisso da TCGL, imposto pela própria Comurb, é não demitir qualquer um dos cerca de 400 cobradores da empresa. Com a implantação do sistema, segundo ele, os funcionários serão reaproveitados em outros setores.
Mendonça afirma também que ainda não é possível saber qual será o custo da implantação do sistema de catracas eletrônicas nos cerca de 270 ônibus que compõem todo o sistema de transporte coletivo na Cidade. E também se ele poderá influenciar na planilha de custo e, consequentemente, no preço das passagens.
Entre as vantagens do novo sistema, segundo Mendonça, está o fim da comercialização de passes e a diminuição dos assaltos aos ônibus, já que não haveria mais dinheiro nos veículos. Além disso, o mesmo bilhete eletrônico poderia servir para o passageiro fazer baldeação em pontos diferentes da cidade, e não necessariamente nos terminais de ônibus.
‘‘O bilhete possibilitaria a integração do sistema através do bilhete’’, aposta Lúcia Brandão, diretora operacional da Comurb. O custo da mudança, segundo ela, deve ser em torno de R$ 6 mil para cada ônibus. Ela não acredita que o fim das catracas mecânicas seja também o fim do cobrador. ‘‘Acho que não é tão drástico assim’’, diz. Segundo ela, o equipamento que deve ser instalado na Cidade vai exigir a figura do operador num período de transição que pode durar até três anos.
Lucia explica ainda que foi contratada uma empresa de consultoria para identificar os problemas mais comuns do sistema de transporte coletivo, sobretudo aqueles que aumentam o tempo das viagens, prejudicando o usuário. Está prevista, por exemplo, a utilização de linhas entre bairros, sem passar pelo centro. ‘‘A empresa já fez alguns levantamentos e deve propor mudanças já para o segundo semestre’’, adianta.

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