Um ano depois do último aumento, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) autorizou ontem reajuste no preço da tarifa do transporte coletivo em Londrina. A passagem vai custar R$ 2,00 a partir da zero hora de domingo. O valor é 5,26% maior que o atual, que está em R$ 1,90. A medida, de acordo com a direção do órgão, serve para manter o equilíbrio econômico financeiro das empresas que prestam o serviço na cidade. A informação é rebatida pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Municipal de Passageiros e de Características de Metropolitano de Londrina (Metrolon).
De acordo com o presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, o índice do reajuste é inferior ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 5,88% até o dia 15 de dezembro. Ele ressaltou ainda que o aumento é menor do que a evolução do preço do óleo diesel (14,13%) e outros insumos e do salário de motoristas e cobradores (9%) no ano passado.
O reajuste não foi ainda maior, acrescenta Campos, porque a implantação do sistema de bilhetagem eletrônica tornou possível crescimento no número de passageiros pagantes, redução nas fraudes e na eficiência de ''algumas linhas.''
O número de passageiros que usam a bilhetagem eletrônica cresceu no último ano de 43.640 (2004) para 156.643 (2005), atingindo 90% dos que usam ônibus na cidade. A contagem dos que trocam de ônibus nos terminais, porém, não é feita. A estimativa é que o número de usários do sistema de transporte seja quase de 3,5 milhões.
Segundo ele, as empresas não pedem o reajuste, mas o Metrolon informa à CMTU que houve aumento no preço de insumos e pede reavaliação dos cálculos da planilha. ''Avaliamos que nesse momento, decorridos 12 meses do último reajuste, estamos em condições de fazer um repasse no valor da passagem que mantém uma coerência com o tipo de serviço e a qualidade do serviço prestado'', afirmou. ''O valor não é caro, mas justo'', acrescentou, destacando a ''eficiência do serviço prestado pelas empresas.''
A recarga do Cartão Transporte com o preço atual ainda pode ser feita. Os pontos de venda funcionarão hoje em horário normal, das 8 às 18 horas. Amanhã, haverá plantão extraordinário das 8 às 17 horas. O esquema é o mesmo montado em janeiro do ano passado. A CMTU acredita que não devem ocorrer problemas com uma possível corrida de usuários aos guichês.
A planilha que define o custo é integrada por cerca de 40 itens. Um dos principais é o salários de motoristas (R$ 1.174,72) e cobradores (R$ 845,00). Mas também prevê contrapartida, como a colocação de 60 ônibus novos com elevadores para deficientes físicos na frota até abril. Hoje, já existem 28. Campos, no entanto, admitiu que a CMTU não tem controle do lucro das empresas.
O presidente também negou que os aumentos sejam autorizados em janeiro para evitar possíveis protestos de estudantes. Em junho de 2003, um jovem morreu durante manifestação contra o aumento de R$ 1,35 para R$ 1,60.

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