Ônibus vai a R$ 1,35 no domingo
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2002
Andréa Lombardo Equipe da Folha 
Curitiba - A tarifa dos ônibus do Sistema Integrado de Transporte Coletivo da Região Metropolitana de Curitiba vai mesmo ser reajustada em 8%, passando de R$ 1,25 para R$ 1,35. O aumento passa a vigorar a partir da zero hora deste domingo. O anúncio oficial do reajuste será feito hoje pela Urbanização de Curitiba (Urbs). O órgão da prefeitura que administra o transporte da Capital vai expor a planilha de custos para justificar o acréscimo no valor da passagem. Pesam na composição da tarifa a produtividade do sistema, os gastos com a folha de pagamento e combustível.
Este será o terceiro reajuste em pouco mais de um ano. No ano passado, a tarifa sofreu dois reajustes. O primeiro no dia 21 de janeiro, quando a passagem aumentou de R$ 1,00 para R$ 1,10 e o segundo em julho, quando a tarifa foi para R$ 1,25.
Motoristas e cobradores, que não ficaram satisfeitos com o reajuste salarial de 11%, acordado entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) e o sindicato patronal, na semana passada, prometiam uma nova paralisação para a próxima terça-feira. A decisão foi referendada em assembléia realizada na noite da última quarta-feira.
No entanto, o anúncio do reajuste pode antecipar a greve. A comissão de motoristas e cobradores ficou de se reunir hoje com representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para discutir o assunto. O reajuste salarial passaria a vigorar a partir deste mês.
A vereadora Clair da Flora Martins (PT), que está prestando assessoria jurídica à comissão de motoristas e cobradores informou que na assembléia de quarta-feira, a categoria decidiu continuar mobilizada para tentar reabrir as negociações com o sindicato patronal. Eles insistem no cumprimento da pauta de reivindicações inicialmente apresentada pelo Sindimoc, que estabelecia equiparação com o salário de Foz do Iguaçu (R$ 895,00 para motoristas e R$ 537,00), o que representaria um aumento de 33%, e uma série de outros benefícios. Além disso, a comissão está pedindo, ainda, a não demissão, não suspensão ou represálias contra os trabalhadores que participaram da greve na quarta-feira da semana passada.
O presidente do Sindimoc, Denilson Pires da Silva, garante que o reajuste de 11%, apesar de não ser ainda o ideal, agradou a categoria. A grande massa de trabalhadores está satisfeita, declarou. Essa mobilização não é da categoria. É um movimento com fins políticos. A CUT e o PT estão usando motoristas e cobradores para desestabilizar o sindicato, denunciou.


