O transporte é outra preocupação estratégica para o futuro. A atual frota de ônibus possui 2.600 veículos rodando. Eles se dividem em 285 linhas, 105 delas integrando os municípios vizinhos com a capital.
Para o presidente da Companhia de Urbanização (Urbs), Paulo Afonso Schmidt, é preciso modernizar o sistema, não reinventá-lo. Medidas simples podem causar grande efeito a curto prazo. Uma delas é o ''Ligeirão'', que, a exemplo do Ligeirinho, fará poucas paradas, cobrindo grandes distâncias em pouco tempo. Atualmente o Ligeirinho perde velocidade disputando espaço com os carros no trânsito de Curitiba. O Ligeirão se esquivará deste problema rodando nas canaletas exclusivas.
A tendência, segundo Schmidt, é não ceder mais espaços para o automóvel, de forma a promover os coletivos ''Com transporte de qualidade, o carro deixará de ser a primeira opção'' argumenta. Assim também pensa o ex-presidente do Ippuc e da Urbs, Carlos Ceneviva. Para ele, ao melhorarem as condições do transporte coletivo, o trânsito como um todo será beneficiado: ''Ao atrair novos passageiros para os ônibus, existirão menos carros particulares na rua e menos congestionamentos''. Atualmente, a frota de automóveis da capital beira 1 milhão de veículos. ''Eles circulam no Centro a 10 quilômetros por hora poluindo e engarrafando'' observa Ceneviva.
Novos modais, como o metrô, implicam custos muito altos e não chegariam a resolver a questão ''Pode melhorar uma ou outra linha, mas o problema persistirá. É preciso fazer este planejamento com o pé no chão'', avalia o ex-presidente.
Até o final deste ano, a operação de transporte será feita por controle remoto, através de aparelhos GPS instalados nos ônibus da frota. Com isso, será possível monitorar a posição de cada veículo. O atual presidente da Urbs antecipa que em um futuro próximo os usuários do transporte coletivo de Curitiba poderão se informar sobre atrasos e horários das linhas em displays que serão instalados nos pontos de ônibus.(A.A.)

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