Ônibus podem ter novas catracas
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quarta-feira, 26 de março de 1997
Marccio W. Varella Sucursal de Maringá 
Arquivo FolhaAlto custo inviabiliza o sistema, alega a Secretaria de TransportesA Secretaria Municipal de Transportes de Maringá já iniciou estudos para implantar catracas eletrônicas nos ônibus de transporte coletivo urbano. A assessoria técnica da secretaria antecipou que a licitação será aberta ainda este ano.
O secretário municipal dos Transportes, José Carvalho, confirmou o interesse da prefeitura e da única empresa que explora o transporte coletivo na cidade, a Transportes Coletivos Cidade Canção (TCCC), em instalar catracas eletrônicas. Mas isso é para as futuras administrações, afirma Carvalho. Ele desmentiu a informação de sua assessoria sobre os estudos e a licitação.
Carvalho disse que há duas semanas a prefeitura recebeu a visita de técnicos da empresa francesa Cegelec, que fabrica catracas eletrônicas e que já havia agendado uma entrevista com a prefeitura desde a administração passada.
A idéia está amadurecendo e nós temos que conhecer o que existe de mais moderno no mercado, mas que seja viável. Outras cidades, como Goiânia, tentaram instalar as catracas, mas recuaram, pois o projeto se tornou inviável, afirmou Carvalho.
Segundo Carvalho, a implantação do sistema custaria entre US$ 8 mil e US$ 10 mil por ônibus. A nossa maior preocupação seria com os cobradores, que teriam que ser demitidos. Por isso, recuamos. Mas vamos conhecer outros fabricantes de catracas eletrônicas. A TCCC tem 200 cobradores (salários de R$ 274,18) e 200 motoristas (salários de R$ 480,00).
O diretor da TCCC em Maringá, Roberto Jacomeli, não respondeu ao pedido de entrevista feito pela Folha.
O vice-presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos de Maringá, Osmar Xavier Aleixo, diz que por enquanto só existem boatos sobre as catracas eletrônicas. Se os cobradores forem demitidos nós vamos nos movimentar, afirma.


