Ônibus não rodam em Rolândia nesta terça por impasse entre prefeitura e empresa
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terça-feira, 20 de agosto de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 
A empresa Vysa Turismo e Transportes encaminhou um comunicado à Prefeitura de Rolândia informando que os ônibus do transporte coletivo estão circulando pela cidade desde a meia-noite desta terça-feira (20). O proprietário da instituição, Jeferson Marques da Silva, sustenta que vem acumulando déficit desde o dia 1º de março de 2017, quando a Comissão de Transporte Público já havia sinalizado para uma revisão tarifária, mas, até o momento, nenhuma decisão a favor ou contra a mudança foi dada pelo prefeito Luiz Francisconi Neto (PSDB).

"Desde esta data, a prefeitura, que precisa subsidiar de forma integral, está pagando apenas parcialmente. Isso representa R$ 128 mil de R$ 159 mil todo mês. Até agora, o prejuízo chega a R$ 680 mil. Já venho comunicando as dificuldades de manter o serviço há mais de dois anos. Como ninguém faz nada e não recebo nenhuma resposta, os problemas só se acumularam. Está difícil de pagar os meus funcionários", afirmou Marques.
Atualmente, a população paga R$ 3,50 pela passagem em Rolândia, que tem uma média de 800 usuários rodando nos dias úteis em sete coletivos pela zona urbana do município e distritos, como Bartira e São Martinho. "O requerimento foi protocolado desde 2017 e até agora não me responderam. Me ligaram lá da administração pedindo que eu segurasse por mais uns 10 dias, mas estou há tempos esperando uma intervenção. Eles esperaram chegar o caos financeiro. Não tivemos outra saída a não ser suspender a circulação. Só podemos voltar atrás se o prefeito ordenar a revisão", pontuou o empresário.
"Não podemos forçar a empresa a retirar os ônibus. Fomos surpreendidos por esse comunicado da Vysa. Fizemos uma reunião hoje (segunda) sobre esse assunto. Pedi verbalmente ao proprietário que adiasse a suspensão, mas ele respondeu que não poderia porque está sem dinheiro para pagar o vale-alimentação dos trabalhadores", afirmou o procurador jurídico da Prefeitura de Rolândia, Oswaldo Américo. Ele adiantou que vai ingressar com uma liminar na Justiça para tentar que os veículos rodem normalmente nesta terça.
Américo reconheceu que a existência do pedido de reequilíbro econômico da Vysa Turismo, mas argumentou que o prefeito Luiz Francisconi não assinou "pela pressão que tem sofrido do Ministério Público, que existe pra que ele (gestor) não faça esse pagamento mesmo com todos os pareceres positivos para o aditivo", completou. A reportagem ligou no MP de Rolândia, mas o expediente já tinha acabado.


