Ônibus não respeitam regra de desligar motor em paradas longas
Marcelo AlmeidaParado no Guadalupe, ontem, ônibus Jardim Ipê ficou 10 minutos com o motor ligadoOs passageiros que esperam pelos ônibus nos terminais sofrem com a fumaça emitida pelos veículos, já que a maior parte deles fica parada com o motor funcionando. A Urbanização de Curitiba (Urbs), empresa que gerencia e fiscaliza o transporte coletivo na capital, determina que os motoristas devem desligar o motor quando a parada durar mais de cinco minutos, mas a regra nem sempre é respeitada pelos motoristas. Alguns exemplos são os ônibus 27017 da linha Jardim Ipê - que ficou estacionado no Terminal Guadalupe, no Centro de Curitiba, durante dez minutos com o motor funcionando - e o carro 20064, da linha Pinhais via Avenida das Torres, cujo motor ficou ligado por seis minutos.
Quando as paradas são inferiores a cinco minutos, entretanto, os motoristas são obrigados a manter o motor funcionando. Segundo o diretor de Transportes da Urbs, Euclides Rovani, estudos técnicos demonstram que desligar o motor de um ônibus várias vezes num dia pode gerar problemas mecânicos. A emissão de poluentes e o consumo de combustível também são maiores cada vez que é dada a partida.
O engenheiro de Planejamento de Produto da Volvo, Francisco Mendonça, explicou que dar a partida várias vezes implica em frequentes mudanças de temperatura, o que pode comprometer a vida útil do motor.
O gerente de Tráfego da Auto Viação Redentor, Cláudio Cordeiro, disse que as paradas dos ônibus da empresa, que transporta 152 mil pessoas por dia, duram cerca de três minutos. Mas admite que os motores não são desligados no intervalo dos motoristas para o cafezinho, que dura sete minutos. Acionar o motor várias vezes pode fazer com que o ônibus fique sem partida. Os passageiros seriam os maiores prejudicados, defendeu.
Poluição - A quantidade de poluentes emitida pelos ônibus é fiscalizada pela Urbs, que a cada quatro meses vistoria 10% da frota de cada empresa. Quando alguma irregularidade é constatada, a empresa é obrigada a submeter o ônibus a uma regulagem para receber o selo que autoriza o veículo a circular. A multa para as empresas que trabalham sem o selo é de R$ 240 para cada veículo irregular.
Em 1993, Curitiba foi a primeira cidade a adotar o diesel metropolitano, combustível com 0,30% de enxofre, contra a concentração de 0,80% encontrada no diesel vendido nos postos. Este ano, estão sendo testados o biodiesel e o álcool-diesel, que reduzem a emissão de poluentes em cerca de 40%. (A.V.)





