Curitiba – Três novos acidentes de ônibus aconteceram ontem de manhã em Curitiba. Em menos de quinze horas foram quatro acidentes envolvendo coletivos na Capital. Ao todo, 48 passageiros ficaram levemente feridos e uma mulher de 27 anos, Geane Cleide Costa, morreu atropelada pelo ônibus que fazia a linha Rua XV-Barigui, na Rua Frederico Mueller, bairro Campo Comprido, às 11h30 de ontem.
Outro acidente grave aconteceu por volta das 9h35. O motorista do ônibus metropolitano Conjunto Atuba teria furado o sinal na Rua Deputado Mário de Barros e batido no ligeirinho Inter 2 que ía pela Rua Campos Sales. Após a colisão, os ônibus invadiram a agência bancária do HSBC, que fica na esquina das duas ruas, no bairro Juvevê. 28 pessoas ficaram levemente feridas.
Meia hora depois, os ônibus ligeirinho – que seguia para o bairro Sítio Cercado – e biarticulado – que ia do bairro Centenário para o Campo Comprido – colidiram na esquina da Avenida Sete de Setembro com a Conselheiro Laurindo. Cinco passageiros ficaram feridos. Anteontem, por volta das 18 horas, a colisão foi entre um alimentador e um ligeirinho no Terminal da Vila Hauer, que deixou 15 pessoas feridas.
O diretor de transportes da Urbs (autarquia municipal responsável pela urbanização de Curitiba), Euclides Rovani, responsabilizou os motoristas dos coletivos pelos três acidentes. ‘‘Eles serão retirados da escala. Também instauramos processo e o responsável poderá ser encaminhado para um curso de reciclagem ou até mesmo demitido’’, afirmou. A Delegacia de Delitos de Trânsito também abriu inquérito para apurar os fatos.
Para Rovani, os motoristas de coletivos de Curitiba são bem preparados e os três acidentes foram ‘‘uma fatalidade’’. ‘‘Além de ter que possuir a carteira de habilitação de categoria E, eles passam por curso de direção defensiva de 52 horas, que é refeito a cada cinco anos’’, disse. A carga horária desses profissionais, completou, é de apenas seis horas por dia.
‘‘Quem trabalha no trânsito 180 horas por mês está mais propenso a se envolver em acidentes. Além de ter que ficar atento ao trânsito, o motorista precisa cuidar da segurança dos passageiros. Acaba ficando estressado e se distraindo’’, afirmou o presidente do Sindimoc (sindicato que representa motoristas e cobradores), Denilson Pires.

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